3x4 - Três filmes, quatro amigas (Foto: Divulgação)

3×4 – Três filmes, quatro amigas

3×4 – Três filmes, quatro amigas
3×4 – Três filmes, quatro amigas
Olivia Batista de Avelar
3×4 – Três filmes, quatro amigas (Foto: Divulgação)

Três filmes por semana. Três histórias que se liguem e que construam uma unidade, um sentido. Três obras que, sendo significativas para quem escolheu, transformem-se, também, em uma memória compartilhada que, ao ser dividida seja potencializada.

Há semanas, transformamos essa escolha de três filmes em uma fórmula de medicina encantada e encantadora. Não, não se trata de uma fórmula mágica: não é o cinema quem opera, sozinho, milagres de transformação dentro de nós. Tão pouco se trata de uma fórmula matemática: esse 3×4 é sobre o clássico formato universal de fotos que nos identificam, que estampam nosso rosto em documentos e registros oficiais e que dizem, tão pouco ou quase nada, sobre aquilo que nós somos, de verdade.

Os filmes, as escolhas, os encontros e as palavras trocadas são fórmulas humanas: como a criação dos quatro pontos cardeais, como a nomeação das quatro estações. Na maioria das vezes e das semanas, cada uma de nós está apontando pra um lado diferente – seguindo sua bússola interna ou seus chamados pessoais para agir ou para silenciar.

A individualidade se equilibra, tal qual a extremidade de uma balança que encara, a sua frente, os olhos de um e de muitos outros. Nossos livros, nossos discos, nossos filmes são e permanecerão profundamente nossos – mas será sempre na troca, na comunicação e nas experiências com o que é, também profundamente, dos outros, que poderemos ver com mais nitidez. Quem só vê a si, mesmo quando olha dentro de outros olhos, não está se vendo – está se isolando.

A síntese: quem estava com você quando você assistiu àquele filme? E quem não estava? São as presenças marcantes e as ausências sentidas que transformam sessões de cinema em  memórias. Que transformam os outros em parte daquilo que entendemos sobre nós. Que transformam o presente em uma máquina de fazer sentir – usando os momentos do passado como combustível e os sonhos de futuro como promessas.

É sobre as pessoas nos filmes. É sobre as pessoas com quem assistimos aos filmes. É dessa forma que será – mais completamente – sobre nós mesmos.

Ultimas Notícias
Ultimas Notícias