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De cortiça a sintética: tudo sobre os tipos de rolhas para vinho

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Raquel Poleto Fonseca
Tipos de rolhas para vinho

No mundo vinho, aprendemos desde cedo que a garrafa deve estar sempre bem vedada e armazenada adequadamente, deitada de preferência. O precioso líquido precisa estar protegido da ação do oxigênio, evitando assim que estrague ao longo do tempo até ser servido.

Ao longo da história, vários foram os recipientes utilizados para guardar e transportar os vinhos até chegar nesse recipiente que enfeita nossas estantes, guardados como tesouro nas adegas mais renomadas; a garrafa. E se a garrafa de vidro desempenha um papel fundamental, tão importante quanto é o tipo de fechamento escolhido.

Tipos de rolhas para vinho

O mercado hoje disponibiliza vários tipos, cada qual com um custo e benefícios, ficando a cargo da vinícola decidir qual o melhor elemento para dar o toque final em seu produto. Falaremos sobre algumas a seguir:

Rolha de Cortiça Tradicional

Feita da casca maciça do Sobreiro uma árvore típica do Sul da Europa, especialmente em Portugal, essa rolha é a escolha clássica para vinhos de guarda. A cortiça tem uma vantagem incrível: pode ser extraída sem danificar a árvore, já que sua casca se regenera naturalmente a cada nove anos.

Além de vedar perfeitamente a garrafa, ela permite uma micro-oxigenação, essencial para o amadurecimento harmonioso do vinho. Por isso, garrafas com essa rolha devem sempre ser armazenadas deitadas, mantendo o líquido em contato com a cortiça e evitando que o ar em excesso oxide a bebida.

Rolha de Cortiça Aglomerada

Aqui, a cortiça não é maciça, mas sim composta por sobras da casca do Sobreiro prensadas. Por ser menos densa, permite uma oxigenação maior, o que a torna ideal para vinhos que devem ser consumidos jovens. Se usada em vinhos de guarda, poderia acelerar a oxidação. Assim como a tradicional, também exige armazenamento deitado.

Screw Cap (Tampa de Rosca)

Popular em países como Austrália e Nova Zelândia, essa tampa de metal (alumínio ou estanho) dispensa o uso de abridor. Por dentro, tem um revestimento de polímero que evita o contato direto do vinho com o metal.

Como não permite a passagem de ar, é perfeita para vinhos que não precisam envelhecer mas, por outro lado, não evolui o sabor com o tempo. Além de prática, é uma opção mais barata que a cortiça, já que não depende da produção europeia. E, melhor ainda: não precisa guardar a garrafa deitada!

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Rolha Sintética

Criada para evitar o famoso “cheiro de rolha” (aquele aroma de mofo que às vezes estraga o vinho), ela é feita de plástico e imita o aspecto e o “pop” da rolha natural. No entanto, não permite oxigenação, sendo indicada apenas para vinhos de consumo imediato.

A grande desvantagem? Não é biodegradável, ao contrário das rolhas de cortiça.

Rolha de Espumantes (Stopper)

Com formato de cogumelo, essa rolha combina cortiça maciça na base (para vedar bem) e aglomerada no topo. Surgiu no século 17, quando os espumantes começaram a ser fabricados. Como a pressão na garrafa é muito grande, é necessário uma vedação mais robusta, evitando assim acidentes.

Rolha de Vinho do Porto

Como vinhos fortificados têm alto teor alcoólico e costumam ser consumidos aos poucos, sua rolha tem duas partes: a inferior, de cortiça, para vedar bem, e a superior, de madeira, para facilitar abrir e fechar várias vezes sem estragar a bebida.

rolha de vinho

Como vimos o tipo de rolha não é só um detalhe, ela revela muito sobre o vinho. Mas ela não significa maior ou menor qualidade do vinho em si. Podemos encontrar péssimos vinhos com rolhas de cortiça maciça é vinhos fantásticos com tampa de rosca. O importante sempre será o conteúdo da garrafa, a vinícola, a seriedade do produtor, o enólogo e toda a cadeia de produção do vinho.

Seja rolha ou rosca, seguimos experimentando novos rótulos, quebrando paradigmas e mitos sobre o assunto. Compartilhando bons momentos ao redor dessa bebida que congrega e nos traz tantas memórias.

Saúde!

Raquel Poleto Fonseca, natural de Cachoeiro de Itapemirim, é escritora, contadora e sommelière de vinhos pelo Instituto Federal de São Paulo, com certificações especializadas pela Embrapa Uva e Vinho, Instituto Federal do Rio Grande do Sul e Enagro. É curadora de confrarias e do projeto Livros e Vinhos, unindo sua paixão por palavras e vinhos para criar experiências que conectam pessoas

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