A Verdadeira Cruz de Cristo - terceira parte

A Verdadeira Cruz de Cristo – parte 3: Basílica do Santo Sepulcro

A Verdadeira Cruz de Cristo – parte 3: Basílica do Santo Sepulcro

ARTIGO: Marcio do Nascimento Santana, historiador, montanhista, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Cachoeiro de Itapemirim e vice-presidente do CE Itabira.

 

Última parte da série “A Verdadeira Cruz de Cristo”

O texto a seguir procura responder as perguntas do primeiro texto dessa série, mas não antes porém de focar um pouco mais na histíria de Helena de Constantinopla ou Santa Helena para os católicos, e sua importância para a descoberta dessa relíquia.

Helena Augusta

Flávia Júlia Helena Augusta nasceu por volta do ano 250 d.C., em Bitínia (no Norte da Turquia e junto ao Mar Negro), no seio de uma família humilde. Era muito bela e foi este o atributo que atraiu o famoso general romano Constâncio Cloro, que logo se apaixonou por ela e se casaram.

Aproximadamente no ano 270, tiveram um filho, ao qual chamaram Constantino. Ambos tinham anos de casamento quando o imperador Maximiliano ofereceu ao seu general a oportunidade de ser nomeado o segundo em comando, mas com a condição de repudiar Helena e se casar com sua filha Flávia Maximiana Teodora.

Assim, motivado por sua ambição, Constâncio repudiou sua esposa e se tornou o herdeiro do trono de Bizâncio, e Helena sofreu por este abandono durante 14 anos, nos quais se converteu ao Cristianismo.

Depois da morte do imperador e de Constâncio Cloro, Constantino, por possuir em suas veias o sangue de seu pai, por direito hereditário foi proclamado imperador de Roma pelo exército. Embora fosse pagão como seu pai, o jovem tinha sido instruído por sua amada mãe nos fundamentos do Cristianismo.

Constantino amava muito sua mãe e, por volta do ano 325, outorgou-lhe o título de Augusta ou imperatriz, e lhe deu plenos poderes para utilizar o dinheiro do governo nas boas obras que quisesse. Santo Ambrósio narrou que, apesar de ostentar tão alta dignidade, Santa Helena se vestia com simplicidade e ficava entre os pobres para ajudá-los. Também era conhecida por sua vida de piedade e caridade. E o que mais marcou foi sua viagem a Jerusalém em busca do Cristo, em busca do sagrado… busca que a levou a descobrir após anos de buscas arqueológicas, a verdadeira Cruz de Cristo...

Em Jerusalém, ela foi com objetivo de procurar os locais associados aos últimos dias de Jesus e identificou o local da crucificação (o rochedo chamado Gólgota) e a tumba próxima conhecida como Anastasis (“ressurreição”, em grego), e ali ela ordenou escavações. E nas ruínas encontradas nesses locais, os soldados da imperatriz Helena encontraram três cruzes que poderiam ser dos dois ladrões e do próprio Cristo.

Logo, a inteligente imperatriz achou um modo de testar as cruzes e pediu que soldados feridos e aldeões enfermos tocassem nas cruzes… e uma em especial, ao ser tocada, curou os soldados e as pessoas enfermas.

Diante de tal milagre, Helena, possuindo um considerável apoio logístico, com uma escolta composta de soldados, historiadores, médicos e escribas registrou a descoberta. E assim ela construiu a sua  igreja derradeira, a Basílica do Santo Sepulcro. A igreja erguida sobre o monte Calvário, e sobre o túmulo de Jesus. No local, segundo a tradição cristã, Cristo vencera a morte. E o local onde foi encontrada a sua cruz.

Helena, uma vez de posse da cruz de Cristo, dividiu a cruz em três partes: uma ficou no Santo Sepulcro; outra fora enviada a seu filho em Constantinopla, onde ficou exposta na Igreja de Santa Sofia; e a última parte em um mosteiro em Chipre.

O Santo Sepulcro

A Igreja do Santo Sepulcro também é conhecida ainda como a Igreja da Ressurreição (Anastasis) para os cristãos ortodoxos orientais. Por estar em um local que se acredita abranger dois dos episódios mais importantes da Paixão de Cristo, a igreja é considerada o local mais sagrado da religião cristã em todo mundo. Por isso mesmo, a Igreja do Santo Sepulcro tem sido um destino importante de peregrinação desde o século IV, época em que foi erigida.

A Abadia do Santo Sepulcro

Na entrada da igreja está a sagrada Pedra da Unção, que a tradição diz ser o local onde o corpo de Jesus foi preparado para o sepultamento por José de Arimateia e Nicodemos. No entanto, essa tradição é atestada apenas desde a época das Cruzadas, ou seja, na Idade Média.

Local do descanso de Cristo antes da ressurreição

A Basílica hoje guarda um dos poucos fragmentos, autênticos da Cruz de Jesus. A autenticidade desses fragmentos, caro leitor, é atestada pela fé, e não pela Ciência, uma vez que os padres que administram o local não permitem exames mais complexos de investigação, como a datação por carbono.

Essa relíquia repousa em um receptáculo em forma de cruz de uns 50 centímetros, ornado com joias e prata.

As demais cruzes

A cruz enviada para Constantinopla foi escondida nas catacumbas da Igreja de Santa Sofia, uma vez que essa cidade caiu sob o domínio muçulmano… e com medo de verem a cruz incinerada ou destruída, ela permanece oculta até hoje, onde raros pesquisadores tentam descobrir o seu paradeiro.

E, é claro, cópias da cruz apareceram em todo mundo e em diversas igrejas, mas nenhuma com uma história tão autêntica como aquela descoberta por Helena. As farpas de cruzes falsas que apareceram dariam pra encher um barco.

Muitos devem estar se perguntando: por que temos farpas e não peças inteiras de madeiras? Simples. Jerusalém foi incendiada, saqueada e dominada por diversas culturas, inclusive os europeus, com as Cruzadas (mas não irei por esse caminho), e muito daquela riqueza religiosa se perdeu, muitas ações de vandalismo comprometeram esse vastíssimo acervo histórico.

Quanto a Helena…logo apos a sua morte ela foi sepultada em Cobstantinopla e mais tarde seus restos mortais foram levados ao Vaticano onde permanece sepultada ate hoje.A igreja catolica reconheceu como Santa  Helena

Para saber mais

Rumo ao Desconhecido: a verdadeira Cruz de Cristo

https://www.youtube.com/watch?v=9Mfn6VeN-4U&t=1500s

Falsas cruzes e demais relíquias

Acesse: Fragmentos da cruz de Cristo dariam para “lotar um navio inteiro”

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