Ambientalistas pedem criação de Área de Proteção Ambiental do Caramba

Ambientalistas pedem criação de Área de Proteção Ambiental do Caramba
Redação Dia a Dia

João Luiz Madureira Junior, o João Luiz da Organização Não Governamental (ONG) Caminhadas e Trilhas – Preserve, que existe há 15 anos, que atua também em um grupo pela preservação ambiental há 21 anos, está envolvido em mais um desafio, dessa vez a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Caramba.

Essa APA envolveria além da Pedra do Caramba, a Pedra do Índio, a Pedra de Santa Tereza e o Morro das Andorinhas.

João Luiz destaca que a criação da APA na modalidade de Unidade de Conservação não demanda desapropriações, “Elas podem ser implantadas em áreas de domínio público e privado e não precisam de zona de amortecimento (áreas localizadas no entorno)”, esclarece o ambientalista.

Ele admite que este é mais um grande desafio, mas que a ONG é movida exatamente por eles. “Acreditamos que Unidades de Conservação ajudam a mitigar a ocupação humana em ambientes naturais”, enfatiza.

João Luiz destaca ainda que nosso bioma é a Mata Atlântica, que tem apenas, na melhor das hipóteses, 12 % da cobertura florestal original.

“E aquela região do Caramba sofre intensa pressão imobiliária, haja vista os loteamentos existentes. A ONG já criou, participou e fomentou cinco Unidades de Conservação”, informa.

São elas a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Mata da Serra, em Vargem Alta, a RPPN Mata do Macuco, em Presidente Kennedy, o Monumento Natural (Mona) Falésias de Marataizes.

“Estas três fomos autores. Somos também coautores da APA do Centro de Marataízes e do Parque Municipal da Cachoeira do Caiado, que fomos fomentadores”, esclarece.

O ambientalista diz que é importante a união de esforços da sociedade civil e do poder público, uma vez que sem o engajamento e comprometimento de ambos não é possível avançar na questão da preservação ambiental.

“A RPPN é um exemplo. Qualquer um pode fazer. A ONG está trabalhando na criação de uma RPPN de uma grande Empresa de Cachoeiro, que será uma bela surpresa. Será um modelo pra motivar a preservação ambiental. É  a RPPN da Selita na sua nova planta. Dou parabéns á cooperativa”.

João Luiz Madureira diz que o seu sonho é viver um tempo em que as pessoas não se lembrem do meio ambiente apenas quando são afetados por seca ou chuva em excesso, e por outros desastres naturais provocados pela ação humana.

“Ontem choveu no sul da Bahia, bem próximo do Espírito Santo, 450 mm num dia. Inimaginável isto. Então preservar pode estar chegando num caminho sem volta”.

Ele diz que Cachoeiro, pelo tamanho do município, merece novas Unidades de Conservação, “Temos aqui uma RPPN, um Mona e uma Floresta Nacional (Flona). Recebemos mais flores que pedras e com as pedras vamos construir o canteiro para as flores”, conclui.

 

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