Após 32 anos no mercado, Comercial Keco fecha as portas em Cachoeiro

Após 32 anos no mercado, Comercial Keco fecha as portas em Cachoeiro
Após 32 anos no mercado, Comercial Keco fecha as portas em Cachoeiro
Redação Dia a Dia

Mais uma loja de Cachoeiro encerrará suas atividades, após 32 anos de atividade no segmento de produtos para pesca, camping, cutelaria e fogos de artifício.

Os motivos principais são as dificuldades financeiras agravadas pela pandemia, conta o proprietário do Comercial Keco, Mário de Jesus Temporim, que fechará a loja no dia 27 de novembro. Os produtos estão sendo vendidos com 50% de desconto.

“Cachoeiro virou um deserto. Fui pioneiro na venda de produtos para pesca em Cachoeiro, e também na venda de armas e munições, que dei baixa recentemente. e sou o único empresário do Sul do estado autorizado a vender fogos de artifício”, pontua.

Segundo o empresário, dos seis colaboradores que tinha, mantém apenas duas, e mesmo assim ainda tem que complementar o salário das trabalhadoras, tirando recursos de outras fontes há quase três anos. “Infelizmente estou pagando para trabalhar”, lamenta.

Mário diz que vende produtos importantes, de excelente qualidade. Mas eles não são essenciais, especialmente em tempo de isolamento, distanciamento social e pandemia. E ainda há a concorrência de outras lojas com produtos infinitamente inferiores.

Segundo ele, a cidade vai perder mais uma loja pioneira e tradicional, em que o cliente encontrava produtos de referência , mas que infelizmente não dá para continuar.

O comerciante informa também que é a única loja que atendeu a todas as exigências e se adaptou para vender fogos de artifício, mas que atualmente o produto pode ser encontrado em qualquer lugar.

“Eu sempre fiz tudo certo porque é a única forma que sei trabalhar. Investi na estrutura da loja, tive despesas altas para adequar o espaço para estocar fogos. Mas se você ligar para a fábrica, passar o seu CPF e mandar o dinheiro, pode  comprar até uma carreta cheia, sem questionamentos nem perguntas dos fabricantes’’, pontua.

Mário Temporim diz que ainda não sabe o que irá fazer após o fechamento da loja onde viveu os últimos 32 anos.

 

 

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