20 de abril de 2021 11h09

Artesãos da vida

Desde quando nascemos, desempenhamos um ofício, mesmo que poucos de nós entendamos ou percebamos, somos artesãos, pois entrelaçamos os fios que nos são dados, os que adquirimos, ou os que buscamos para tecer o nosso tecido da realidade.

As linhas da vida são compostas de diferentes cores, texturas – originadas pelas ações de: conhecer o mundo, pessoas, criar memórias, atos que podem ser considerados positivos ou negativos. A diversidade disposta também colabora apresentando: técnicas, mensagens e alegorias que podem compor a obra-prima.

Contudo, o que nem sempre observamos é que quando a inspiração se transforma em um ato reflexo, podemos nos tornar solitários, mesmo que estejamos cercados, já que quando nos contrapomos à nossa essência, nos afastamos de nós mesmos, o que inviabiliza uma jornada autônoma.

A mudança pode ser necessária e bem-vinda, porém, é importante valorizarmos as nossas linhas, já que são passíveis de serem estendidas, emboladas, ou até mesmo, cortadas, o que pode interromper o processo da tecelagem, mas não nos impede de observarmos mais atentamente o que pode ser aprendido.

Assim, os materiais a serem utilizados são tão importantes quanto a técnica, e o ritmo desenvolvido, primeiramente, é imprescindível nos encontrarmos, organizarmos e depois nos unirmos ao movimento de tecelagem, ou melhor, da máquina universal que disponibiliza a mecânica de tecermos nossas vidas, ao nosso ritmo, gosto e desejo, que podem variar de acordo com as nossas etapas.

Mesmo que pessoas, lugares, recordações – vêm e vão, permanecemos ligados a eles, àquelas memórias que criamos, continuam a ressoar em nossas vidas, e não se desfazem tão facilmente da teia formada.

As ondulações, as transições de cores e os estilos que utilizamos quando nos conectamos – é o que nos tornam peças únicas.

A percepção do tempo, dos atores que compõem ou se apresentam no processo de criação de nossa obra nem sempre são notáveis ou acessíveis. Todos, independentemente da textura, da utilidade, ou da necessidade passam a compor o todo – a obra, o que a faz ser peculiar.

As tonalidades, as técnicas fornecidas por suas experiências, no percorrer dos anos, se unem para compor o seu tecido da realidade, feito em conjunto pelo passado e o presente em busca de contemplar ao seu apreciador em reverência ao seu criador.

São os momentos, as pessoas, os erros, e as escolhas que estampam e compõem a tela e o peso de sua própria vida. Há ciclos de início, meio e fim, com pontos que se tocam em suas interseções, essa comunicação que torna possível a quem queira rememorar o tempo escolhido.

Os fatores do ponto escolhido podem não ser alterados no tempo, mas sempre podem ser ressignificados, basta escolher com que olhos você decide ver.

Há feridas que se curaram, mas ainda deixaram suas marcas, contudo, fazem parte de meu tecido, tudo o que vivi me trouxe a este exato momento, não digo que há coisas que gostaria de não ter vivido, todavia também reconheço que talvez eu não teria chegado onde estou.

Assim, eu não seria essa versão que tanto amo, questiono e convivo, não há como me negar por características e pensamentos que são regrados, da mesma forma que não há como esquecer tudo o que vivi, todo esse universo que ainda não é bem conhecido e faz parte de mim: são os fios da minha vida, meu tecido da realidade.

Após alguns meses da temática discutida no clube do filme – linhas da vida, rememoro minhas experiências como observadora, que se aproxima daquele momento com reverência e um certo saudosismo. Na época, não me conectei muito com os filmes, mas, hoje, fazem muito mais sentido para mim, ou seja, não posso alterar o que pensei e senti, porém, posso reviver os momentos com outros sentimentos.

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