As múmias e suas tumbas

As múmias e suas tumbas

Política, palavra tão rechaçada e ligada ao substantivo – corrupção, bem como de retaliação aos direitos alheios e aos individuais, os mesmos que deveriam ser assegurados pela figura eleita.

Falo aqui do sistema corrompido, se você não se encaixa nele, que bom.

Não há como desmembrá-la da fatídica e da incontestável realidade, mesmo que não seja bem-vista, é quem manda e desmanda em nossas vidas, ou, pelo menos, deveria amparar-nos como um instrumento de representação em prol do bom convívio e união da nação.

Seu corpo gélido e estático é conservado com formol e fenol, para resguardar as características que a modela. Contudo, esse funeral, que deveria marcar a despedida daquilo que já não tem mais “serventia”, se estende ano após ano; transformando-se em uma múmia, que resguarda o segredo em sua tumba – o poder emana do povo, e não de seu representante que se desvincula de sua função, este é o enigma que eles não devem saber, caso contrário, não serei eternizada e bem representada em nome da minha preciosa seleção.

E este defunto, quase nos faz esquecer que sua reencarnação pode seguir como tantas outras vidas, mas o idílico parece um tanto utópico em qualquer cenário ideológico, que prega sempre a mesmice: valores, família e deus. Ignorando-se as premissas para governar o país – exercer o ofício em nome de todos, conservar o estado laico, e não a parcela que julga ser a merecedora absoluta.

Até mesmo me questiono: “Seria esse Deus um ser tão contraditório, a ponto de pregar a paz às custas de seu próprio povo, que teme a restrição de seu direito básico de ir e vir, além daqueles que dizem ser resguardados pela Constituição Federal, mas que, em geral, são seletivos e restritivos?”;

Assim, reflito: “Acredito, que seja a voz de um ego que ecoa em si mesmo, e seu ‘eu’ veste as roupagens de um deus ditador, que busca criar um mundo seu, um mundo para os de bem, que mais parecem ser – nada mais do que a personificação da segregação em suas mais diversas facetas e dissuasões”.

Já os protestos da resistência, que, geralmente, são pintados e associados à cor rubra, que pregam igualdade, liberdade, justiça e irmandade, são marginalizados, por serem vistos como demônios que marcham para tomar as terras de um dono, na proporção de um para mais de mil; que lutam pelo acesso estudantil, o direito de ser, de ir e vir, enquanto os deuses só promovem àqueles que já são afortunados, cercados de privilégios. E mesmo assim, pregam que defendem o povo, mas, na verdade, o sacrificam no altar da impunidade para manter a chacina, que alimenta os vampiros que reinam e desgovernam.

“Ah, que mundo louco, me sinto como um estorvo”.

São os mesmos que usam os corpos das crianças como triunfos e escudos por lutas que nem entendem, e nem deveriam chorar ou atuar na simulação do respeito ao direito individual, e a proteção de sua integridade que aparenta ter várias camadas condizentes com o interesse dos mais influentes e abastados.

São os mesmos que nos embalam como marmitas, a serem aquecidas para alimentar sua insaciável fome de controle e poder, nos esquentam, e nos expõem a processos radiativos, e nos servem no banquete feito por membros das massas a seus eleitores, tornando o antropofagismo no mais corriqueiro e lógico resultado do pleito.

“Que gastura desse cenário tão irrisório e deprimente, só me resta continuar a militar para assegurar o direito de nossa gente”.

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