Cachoeiro comemora pela primeira vez o Dia da Favela na pracinha do Rotary

Cachoeiro comemora pela primeira vez o Dia da Favela na pracinha do Rotary
Cachoeiro comemora pela primeira vez o Dia da Favela na pracinha do Rotary
Anete Lacerda

Cachoeiro, mais especificamente o bairro Zumbi, na pracinha do Rotary, recebe pela primeira vez no dia quatro de novembro, Dia da Favela, a partir das 16h, vasta programação organizada pela Central Única das Favelas Cachoeiro (Cufa Cachoeiro).

A data foi oficializada no Espírito Santo pela Lei 11.387/2021, publicada no Diário Oficial no dia três de setembro desse ano. É a segunda vez que a data é comemorada em solo capixaba e será lembrada também em Vila Velha e São Mateus.

Rodas de capoeira, batalha de rap, balé, apresentação de dança, atividades para crianças, cuidados para mulheres e cortes de cabelos para homens fazem parte da programação.

Segundo Andressa Teixeira, representante da Cufa Cachoeiro, a intenção é trazer um momento de reflexão sobre o que é a favela e estar nessas condições, a série de vulnerabilidades que existe nesses territórios, a desigualdade social, e o abandono do poder público, mas não só isso.

“É também para comemorar os talentos, qualidades e potências que nós temos nesses territórios, artistas, fazedores de cultura, esportistas”, pontua.

Andressa enfatiza que favela é potência.

Andressa destaca que o objetivo é mostrar que favela não é só carência, ela é potência, e que existem as vulnerabilidades, mas que é preciso sobretudo nesse momento, buscar políticas públicas sociais também para mudar essas realidades.

Gabriel Nadipeh, presidente da Cufa-ES, diz que a comemoração do Dia da Favela é para ressignificar esse nome, que alguns chamam de morro, periferia, grotão. “Esse nome favela é sinônimo de potência. Estamos mostrando que são essas pessoas que fazem o país funcionar”.

Gabriel esclarece que algumas pessoas rejeitam o nome porque associam favela a coisas ruins porque é o que veem na televisão e na mídia.

“O que se ouve é que aconteceu um crime na favela tal. A favela não é sinônimo de drogas, crimes e violência. Porque tudo isso tem no bairro rico também. O que existe é um preconceito com os territórios mais vulneráveis”.

O presidente da Cufa-ES diz que o objetivo do evento em todo o país, em mais de cinco mil favelas, é mostrar que as pessoas faveladas são talentosas, artistas, cantores, grafiteiros, dançarinas, estudiosos, pessoas que mostram o seu valor.

“Para nós favela deve sempre ser comparada a potências. E também queremos levantar o questionamento por mais infraestrutura, pela necessidade de melhorar esses territórios para que deixem de ser favela. Mas somos favela”.

“Estamos movimentando as potências todas e as pessoas que vão se apresentar nesse dia da Favela são talentos brilhantes dos lugares menos “prováveis “. Essa data é para destacar a resistência existente nas comunidades brasileiras”, esclarece Andressa.

Veja a programação completa

– Roda de Capoeira – Instrutor Adame e Contramestre Joel ;

– Apresentação de Balé -Espaço de Dança Tia Rita;

– Batalha de Rap – Kaxuéllos Mc’s;

-Apresentação de Dança -Art’Vida Cachoeiro;

-Atividades para as Crianças;

-Cuidados com as mulheres das Favelas -Entregas de kit de Higiene Pessoal;

-Cortes de cabelos masculino doados por barbeiros da Favela do Zumbi;

– Apresentação do Dançarino Allêh Mello -Axé com dança Ritmo Afrobrasileira

– Apresentação do Slum Crew – Hip Hop

– Apresentação com Cyphers Family – Breaking

 

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