Caligrafia, a escrita do passado com valor no mercado de trabalho

Caligrafia, a escrita do passado com valor no mercado de trabalho
Caligrafia, a escrita do passado com valor no mercado de trabalho
Anete Lacerda

Se você tem a mão leve, a letra regular e desenhada e muita paciência, pode se dedicar a uma atividade que tem atraído cada vez mais a atenção dos jovens e se tornado uma de suas principais, se não a principal, fonte de renda: a arte caligráfica.

Com ela o instrumento de trabalho não são os mouses ou touch pads, mas canetas especiais, algumas de pena italiana, e tintas de cores variadas diluídas em um apequena quantidade de água e depositada num frasco de vidro com tampa. As mais usadas seriam a preta, branca e dourada.

Para quem não ligou o nome à atividade, essa profissão é praticada por aqueles que desenham as letras, remetendo à escrita de séculos passados.

São profissionais do presente que manuseiam suas canetas-tinteiro, por assim dizer, e que são convidados para trabalhos corporativos e pessoais, quando a elegância dos traços, a beleza e o diferencial são requisitos essenciais.

Uma das calígrafas, se não a única de Cachoeiro, é Luciana Cristine Severino, 40 anos, atendente de manipulação, que aproveitou um talento da infância para se dedicar ao curso de caligrafia.

“Minha letra sempre foi muito desenhada. Era uma obrigação, desde a minha alfabetização, ter uma letra legível. Eu fui gostando disso. Sempre recebi muitos elogios. Até que uns anos atrás, quando comecei a trabalhar na farmácia, uma cliente elogiou minha caligrafia e perguntou se eu trabalhava caligrafando convites”.

Luciana diz que nunca tinha pensado no assunto, mas que achou o fato muito curioso, já que gostava de escrever. Segundo ela, a procura pelo curso começou, mas infelizmente em Cachoeiro não existe nenhum. Um amigo, sabendo do seu desejo, a marcou num anúncio de uma profissional.

“Entrei em contato com a equipe dela, tirei todas as dúvidas quanto à aprendizagem, valores e me matriculei num curso on line. Então o suporte me enviava vídeos e exercícios para eu executar por e-mail, e eu enviava de volta para a correção”.

A calígrafa diz que se estivesse com postura incorreta, a letra não estivesse executada da forma certa recebia um vídeo informando onde estava errado, onde precisava acertar.

“Enfim, mesmo on line parecia presencial porque as aulas eram personalizadas de acordo com as minhas necessidades”.

Luciana Cristine conta que foi ficando fascinada pelo trabalho e que se apaixonou quando chegou na parte em que poderia colocar sua personalidade nos traços, arabescos, pêndulos na primeira letra.

 

Escritos de Luciana Cristine

 

“ Era lindo. Letras cheias de glamour, cuidado, atenção. Mas não foi fácil. Tive que exercitar muito. Passava horas e horas na mesa de caligrafia. Pesquisava fontes diferentes para fazer igual, comecei a seguir no Instagram outras calígrafas, inclusive de fora do Brasil. Aprendi muitas coisas com elas também”.

Segundo a profissional, num grupo de caligrafia ela viu que esse trabalho é muito abrangente e pode ser usado em pratos de porcelana, copos, bolinhas de árvore de Natal, artes em sacolas kraft, convites, cartas, quadros e paredes. “Costumamos dizer no nosso grupo que o calígrafo é um artista”.

A profissional conta que recentemente reformei o quarto da filha e escreveu o nome dela na porta e fez um caminho de várias borboletas.

“Ficou gracioso. Mas o que meu coração escolheu foi seguir com convites para casamento, aniversários e cartas”, relata.

Luciana conta também que vai começar mais um curso, que se somará ao de caligrafia: o curso de lacre de cera. Quanto a dedicar-se exclusivamente à caligrafia, ressalta que só o tempo dirá. Mas que amou ter feito o curso e ver o resultado dos trabalhos que produz.

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