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Foto ilustrativa: Freepik

Cuidados com o sol devem ser mantidos faça chuva ou faça sol

O verão chegou e com ele vem o aumento da incidência de raios ultravioletas, assim como o risco de aparecimento de câncer de pele. Para garantir uma proteção mais completa, vale ir além do uso do protetor solar e lançar mão também de barreiras físicas como roupas com proteção UV, guarda-sol, boné e óculos escuros. Outra medida essencial é vigiar a pele para identificar pintas com características cancerígenas.

O raio UVB, que provoca o câncer de pele, incide sobre a Terra das 10h às 15h. Os raios UVA, por sua vez, potencializam o dano solar e provocam queimadura, rugas e manchas.

“O câncer é cumulativo. Chega a um ponto que a recuperação não é normal. As manchas são só um prenúncio. Depois vem uma casquinha, o pré-câncer. Geralmente é pelos 60 anos que o câncer de pele começa a aparecer”, ressalta a dermatologista da Unimed Vitória, Telma Guimarães Macedo.

Em pessoas que começam na lida mais jovens, em ofícios como lavrador e pescador, por exemplo, o câncer pode surgir quando antes dos 60.

Os cuidados para evitar a alta exposição solar devem ser mantidos faça chuva ou faça sol.

“Se o dia amanhece, há radiação solar. As nuvens filtram de 15% a 20% dos raios, mas temos que continuar a nos proteger. É bom lembrar que o filtro solar químico leva cerca de 20 minutos para começar a funcionar, então é deve-se passá-lo com antecedência”, orienta a dermatologista.

Para aqueles que fazem corrida, futebol de areia ou são surfistas, existem produtos cosméticos específicos, que devem ser sempre reaplicados. Há recursos como antioxidantes tópicos e até medicamentos que diminuem o eritema solar caso seja necessário.

A médica pontua ainda que os cuidados valem para todos os tipos e tons de pele. Quanto mais pigmentos na pele, maior a resistência à luz solar. Ainda assim, é preciso se proteger.

“A pele negra, por exemplo, tem 15% a mais de proteção, mas não está imune à ação dos raios nocivos do sol”, destaca.

A volta da praia também merece a atenção devida. “Se você chega da praia, a pele está queimando e está ardendo, passe uma solução calmante para tentar recuperar os danos. Trate aquilo como uma queimadura”, avisa.

Sinais de alerta

Caso observe qualquer feridinha que não melhora com três a quatro semanas, fique atento. Para identificar qualquer alteração na pele a dica é sempre vigiar o corpo todo, com atenção também para as costas, atrás das orelhas, o couro cabeludo e a planta dos pés.

Pelo menos duas vezes por ano manchas, sinais ou pintas irregulares, que mudam de tamanho, forma ou cor, devem ser observados. Peça ajuda a alguém para fazer essa checagem.

Há tipos diferentes de câncer de pele. As lesões mais perigosas são os melanomas. Para identificar sinais que possam indicar o desenvolvimento de câncer na pele existe um exame, chamado de ABCD, que é feito a partir da observação das características de manchas e pintas para verificar se há sinais que correspondam ao câncer.

As características observadas são:

• assimetria da lesão: se a metade da lesão observada for diferente da outra, pode ser indicativo de câncer;

• borda irregular: quando o contorno do sinal, pinta ou mancha não é liso;

• cor: se o sinal, pinta ou mancha tem diferentes cores, como preto, marrom e vermelho;

• diâmetro: se o sinal, pinta ou mancha têm um diâmetro maior que 6 mm.

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