Anete Lacerda é autora do livro "E se fosse você?". Foto: Divulgação

Dez anos após Massacre de Realengo, jornalista cachoeirense alerta sobre o bullying

Dez anos após Massacre de Realengo, jornalista cachoeirense alerta sobre o bullying
Dez anos após Massacre de Realengo, jornalista cachoeirense alerta sobre o bullying
Alessandro Araujo de Paula

Dia sete de abril é o Dia Nacional de Combate ao Bullying e a Violência na Escola. A escolha da data se deu após um dos fatos mais chocantes no ambiente escolar brasileiro, quando em 2011 um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, matou 11 estudantes entre 12 e 15 anos e depois se suicidou. Ele tinha 23 anos.

A família conta que o atirador deixou mensagens relatando ter sofrido bullying, com assédios muito violentos, quando estudava na escola, o que teria provocado a trágica reação tantos anos depois.

A partir desse fato foram aprovadas legislações de combate a essa prática, entre elas as Leis 13.185/2015 e 13.663/2018, que exigem que as escolas promovam medidas de conscientização e combate ao bullying e ao cyberbullying, comum especialmente em tempos de pandemia, quando foi adotado o sistema híbrido na maioria das escolas brasileiras, e os estudantes sofrem bullying no ambiente virtual e são expostos nas redes sociais de forma cruel e violenta.

Para que a ferida causada por esse sério problema não tenha resultados tão trágicos, o bullying, gordofobia e racismo, entre outros temas igualmente importantes, têm sido discutido nas escolas. Uma das autoras que abordou o tema no livro E se fosse você? é a jornalista Anete Lacerda, autora da Editora Colli Books, que foi lançado na Bienal Internacional do Rio de Janeiro em 2019.

O livro conta a história de uma menina negra, acima do peso, que sonhava em ser bailarina e que perdeu a alegria a partir do momento que começou a frequentar a escola, onde era discriminada, ridicularizada e excluída das brincadeiras.

“A escola não precisa ser lugar de opressão e violência. Quando família e educadores se unem, abordam esse tema tão relevante e orientam as crianças a conviverem bem e a respeitarem as diferenças, a esperança de um mundo mais inclusivo se renova”, destaca Anete Lacerda, que foi vítima de bullying na infância.

Ela conta que as marcas ficam e que sobreviveu à essa prática tão danosa quando o assunto ainda não era visto como um problema. “Só fui me dar conta da falta de respeito e empatia muitos anos depois. Na infância achava que tinha alguma coisa errada comigo. Não conseguia perceber que errado é quem discrimina as pessoas com maldade e prazer”.

A autora de “E se fosse você?” ressalta que mesmo que o bullying não provoque reações tão extremas quanto à da escola em Realengo, é sempre importante ficar alerta para que as feridas abertas não se tornem incuráveis e provoquem dor por tida a vida.

“Nenhuma criança nasce preconceituosa. Ela reproduz o comportamento de quem convive com ela. Então o livro pode ser lido por crianças e adultos. Meu desejo é que de alguma forma a história de Lili faça diferença na vida dos leitores. Porque tudo vale a pena quando a gente consegue tocar o coração das pessoas”.

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