Walci Fagundes ao lado da esposa e filha

Dia dos Pais. Com a ajuda da família portuário enfrenta tumor no cérebro

Dia dos Pais. Com a ajuda da família portuário enfrenta tumor no cérebro

Perder aos poucos as referências de espaço e ficar com a fala embolada. Esses sintomas, comuns a algumas doenças como AVC, podem esconder uma causa mais complexa: o câncer de cérebro.

Foi o que aconteceu há três meses com o portuário Walci Fagundes da Silva, de 52 anos, morador do bairro Alvorada, em Vila Velha, que chega neste Dia dos Pais com a certeza de que é um vencedor.

Quem percebeu os sintomas foi a mulher de Walci, Elizabeth Francisco, 46 anos. Segundo ela, os primeiros sinais apareceram no trânsito, quando o marido começou a manifestar perda de referência do espaço entre os carros.

“Era um fim de semana e percebi que Walci não estava bem. Ele começou a ficar com a fala embolada, sonolência e estava com falta de atenção. Na segunda-feira, levei ele ao hospital, onde pediram uma tomografia que revelou um tumor no cérebro do tamanho de uma laranja”, contou Elizabeth.

Walci ficou 10 dias internado, período em que tomou medicação para desinchar o local.

Ele foi operado em maio para a retirada do tumor e faz tratamento no Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), além de quimioterapia.

“Cheguei a ter quatro pequenas convulsões quando estava no hospital. Tive perda de memória e minha fala ficou embolada”, contou Walci.

Após se recuperar da cirurgia e de realizar tratamento de radioterapia, Walci se emociona ao falar dos filhos neste Dia dos Pais.

“Muita gente achou que eu não iria falar mais depois da cirurgia e estou aqui, falando muito. Eu queria dizer para os meus filhos que eles são um presente que Deus me deu. Por isso que eu venci a morte com a ajuda de Deus, pela minha família, pelos meus filhos”, disse Walci, que é pai de Franciele, Nicolas e Emanuele.

Os sintomas de câncer de cérebro variam de pessoa para pessoa e dependem da área afetada. Podem se manifestar na forma de dor de cabeça, convulsões, alterações na fala, perda de equilíbrio ou da coordenação e até mudanças de humor.

 

Astrocitomas

Carlos Rebello é médico radioterapeuta

O câncer de Walci é chamado de astrocitomas, um tipo de tumor que se desenvolve a partir de células em forma de estrela (astrócitos), que ajudam no funcionamento de células nervosas do cérebro ou da medula espinhal, conforme explica o médico radioterapeuta Carlos Rebello, diretor clínico do IRV.

Os astrocitomas são classificados de baixo ou de alto grau de malignidade, com base na análise microscópica do tecido tumoral. O tratamento padrão é realizado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

“A radioterapia neste tipo de tumor é feita com técnicas cada vez mais modernas. Hoje, conseguimos após a tomografia de programação uma fusão de imagem com uma ressonância, para que possamos direcionar o tratamento com dose maior em cima do volume de área. Isso torna o processo bem mais preciso”, destaca.

“Temos utilizado técnicas direcionadas para minimizar chances de complicação, porque o cérebro é um órgão que tem várias estruturas delicadas próximas à área de lesão. Assim, conseguimos criar um plano de tratamento bem direcionado, minimizando a taxa de complicação pelas irradiações”, completa.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), por ano são registrados 11.090 novos casos de tumores cerebrais. Em 2019, a doença matou 9.712 pessoas no Brasil, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer.

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