Hanseníase ocasiona manchas esbranquiçadas ou avermelhadas. Foto: Divulgação

Dia Mundial contra a Hanseníase debate conhecimento e discriminação

Dia Mundial contra a Hanseníase debate conhecimento e discriminação

O último domingo (31) do mês de janeiro marca o Dia Mundial contra a Hanseníase. Oficializado pelo Ministério da Saúde como Janeiro Roxo, neste ano tem como tema: “Hanseníase: conhecer para não discriminar”, e retoma para a importância da conscientização e para o enfrentamento ao estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

No Brasil, foram 312 mil novos casos registrados nos últimos dez anos, o que coloca nosso país na segunda posição no ranking mundial da doença, atrás da Índia. Aqui, a média é de 30 mil novos casos por ano.

A hanseníase ou lepra, como era chamada no passado, é conhecida como a doença mais antiga da humanidade. Ela é considerada por especialistas como uma doença negligenciada e afeta principalmente as pessoas que vivem em condições precárias de moradia e saneamento – dois dos fatores que favorecem a transmissão de seu agente causador, a bactéria Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e reduz a sensibilidade da pele.

Geralmente, o distúrbio ocasiona manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, com perda ou alteração de sensibilidade em áreas como mãos, pés e olhos, mas também pode afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. A transmissão ocorre por meio das vias respiratórias (tosse, espirro, fala e respiração).

Após o diagnóstico, disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), os pacientes recebem o tratamento completo baseado em poliquimioterapia (PQT), ou seja, associação de vários medicamentos, conforme forma clínica. O diagnóstico precoce e o tratamento da hanseníase interrompem a cadeia de transmissão.

Segundo a referência técnica do Programa Estadual de Hanseníase, Alexandra Mello, a hanseníase carregou por muitos anos o preconceito, pelo seu poder de causar incapacidade e deformidades físicas. Ela é uma doença que tem tratamento e cura, mas que ainda no século XXI está rodeada de mitos.

“Durante muitos anos, os pacientes com hanseníase eram isolados como forma de tratamento, por meio da política de isolamento compulsório. Ainda hoje, o desconhecimento e o preconceito com a doença existem e o medo das sequelas também”, explica a profissional. Ela lembra que, quanto antes o paciente fizer o diagnóstico e iniciar o tratamento, maiores serão as chances de evitar deficiências ou sequelas.

Dados

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o Brasil tem quase 30 mil novos casos de hanseníase por ano.

Dados do Programa Estadual de Hanseníase apontam que no ano de 2019 o Espírito Santo diagnosticou 501 casos de hanseníase, sendo que a faixa etária mais atingida foi a de pessoas acima de 15 anos, do sexo masculino. Já os indicadores do ano de 2020 estão sendo copilados e serão consolidados até o final de março.

Principais sinais e sintomas

  • Os sintomas da doença aparecem, principalmente, nas extremidades das mãos e dos pés, no rosto, orelhas, nádegas, costas e pernas;
  • Manchas brancas ou avermelhadas na pele;
  • Perda de sensibilidade dolorosa, térmica e tátil;
  • Sensação de fisgadas, choque, dormência e formigamento na pele;
  • Queda de pelos e redução da transpiração.

Hanseníase tem cura

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução prolongada que ataca a pele e os nervos periféricos do corpo humano. É contagiosa, porém de baixa infectividade e que tem cura.

O tratamento da hanseníase é eficaz e disponibilizado gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde do município de residência do paciente, e é realizado por meio de antibióticos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Seguindo o tratamento corretamente, o paciente recebe alta por cura.

A população precisa ficar atenta aos possíveis sintomas da doença como áreas na pele com manchas e/ou dormências, falta de sensibilidade tátil, térmica ou dolorosa.

“Quanto mais cedo o paciente identificar os sinais e sintomas da doença e procurar o serviço para ser feito o diagnóstico, e iniciar o tratamento, maior serão as chances de evitar deficiências ou sequelas e de cura”, informou a referência técnica estadual, Alexandra Mello.

O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos que convivem ou conviveram, residem ou residiram, de forma prolongada, com caso novo diagnosticado de hanseníase são as principais formas de prevenção.

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