Em tempos em que vozes se levantam defendendo a exclusão e até o extermínio das pessoas em situação de rua, a Catedral São Pedro, em Cachoeiro de Itapemirim, abriu as portas e o coração para um gesto na contramão da indiferença.
Na noite de 12 de agosto, o templo acolheu a primeira reunião para a implantação da Pastoral do Povo de Rua, um chamado ao cuidado, à proximidade e à defesa incondicional da dignidade humana.
O encontro reuniu lideranças, agentes pastorais e pessoas dispostas a estar ao lado dos que mais sofrem.
Com base em dados do Ministério Público do Espírito Santo (2023) e do Instituto de Gestão e Análise (IGA), foi traçado um retrato preocupante: o Brasil abriga 327.925 pessoas em situação de rua.
No Espírito Santo, são 6.927, sendo 161 em Cachoeiro, embora se reconheça que o número real seja maior.
São histórias atravessadas por desemprego, rompimento de vínculos, dependência química, perdas e dores que não cabem em estatísticas.
A missão da pastoral foi reafirmada: estar junto, escutar, enxergar o invisível, lutar contra a exclusão e ser presença amorosa que inspire políticas públicas e ações concretas.
Inspirados pela atuação do Padre Júlio Lancellotti, referência nacional na causa, foram apresentados os três pilares que sustentarão o trabalho: vivência comunitária, espiritualidade e defesa da dignidade.
Também se reconheceu que o preparo psicológico será um dos grandes desafios para os agentes que caminharão pelas ruas, não apenas levando apoio material, mas construindo vínculos verdadeiros.
Os participantes definiram os próximos passos: convidar projetos e iniciativas já atuantes para somar força.
O padre Evaldo Praça Ferreira, Vigário Episcopal para Ação Social, participou do encontro e reafirmou o compromisso da Igreja com os mais vulneráveis.
O próximo encontro está marcado para 26 de agosto de 2025, na Sala 04 da Catedral São Pedro.
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