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Dois homens e uma mulher presos por roubo a joalheria de Cachoeiro

Mais três suspeitos, sendo dois homens e uma mulher, foram presos na manhã desta quarta-feira (2) pela Polícia Civil por envolvimento no assalto a uma joalheria no bairro Gilberto Machado, em Cachoeiro de Itapemirim.

Outros dois homens já haviam sido detidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia 18 de julho, em Campos.

As prisões desta quarta-feira foram efetuadas pela equipe da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Cachoeiro de Itapemirim, que deflagrou a Operação Condessa, em conjunto com policiais da DHPP, Denarc, Dipo e o administrativo.

De acordo com a Deic, o objetivo da operação foi dar uma resposta adequada ao crime, que foi cometido por quadrilha especializada composta por delinquentes do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

A joalheria foi invadida por três homens no dia 17 de julho. Eles chegaram ao local em um Volkswagen Virtus de cor prata. Após entrarem no estabelecimento comercial, anunciaram o assalto e renderam funcionárias e clientes. Em seguida, fugiram com cerca de R$ 500 mil em joias.

Ainda, segundo a Polícia Civil, as investigações começaram logo após o crime. Os policiais da Deic reuniram evidências, indícios e provas que resultaram no pedido de prisão contra os suspeitos efetuados pelo delegado Rafael Amaral Ferreira.

Com posse dos mandados de prisões, os policiais se dirigiram para as residências dos suspeitos nos bairros Aquidaban, Alto Novo Parque, Alto Independência e Distrito de Soturno. Uma mulher, que seria a sexta suspeita, foi identificada, teve a prisão decretada, mas não foi presa nesta operação.

Segundo Rafael, nada impede novos indiciamentos e prisões possam ocorrer, uma vez que os trabalhos investigativos prosseguem.

 

Operação Condessa

O nome da “Operação” remete à Condessa de Barral e sua contemporaneidade com o célebre caso do “Escândalo das Joias”, episódio ocorrido na segunda metade do século XIX, quando joias pertencentes à Imperatriz Tereza Cristina foram subtraídas, fato que abalou todo o Império, causando indignação até mesmo com a corrupção do Poder Judiciário da época, culminando na a evidente impunidade dos acusados pelo crime, o que motivou periodistas e literatos a iniciarem, por meio da imprensa da Corte, uma grande campanha contra a monarquia brasileira.

Diante do escândalo jornais republicanos passaram a dar alarde ao caso amoroso entre o Imperador e a Condessa de Barral – nascida em 1816 na Bahia, de nome Luísa Margarida de Barros Portugal, descendente de senhores de engenho do Brasil colonial, que após estudar na Europa, casou-se com um nobre francês e passou a integrar a corte do Rei Luís Filipe I. Voltou ao Brasil em 1856 com a missão de educar as princesas imperiais, mas acabou se apaixonando por Dom Pedro II. Até hoje, a Condessa do Barral é considerada como o grande amor do Imperador.

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