Torpe são meus arrepios de um inverno qualquer
Saudosa seja a memória límpida nas sombras do nosso passado
Seria eu fulgaz por ter amado você?
Interpreto que no abismo do teu sim, eu enxerguei o profundo mais escuro
Me apaguei nas tuas cinzas e me refiz no teu fogo
Colei os pedaços cortantes de você, enquanto me feria pra te salvar
Recomecei a contar as estrelas cada vez que tu proferias teus nãos
e a areia nos teus sins que me custaram tão caro
Desfaleci na funda cova que foi amar você
Agarrei as paredes do poço escorregadio que foram os anos ao seu lado
A maré bateu minha frágil carcaça no convés
Até o dia em que ela se quebrou
Foi você
Que nos condenou.
O que os olhos da alma enxergam?
As vezes o embaçado vazio do abismo
As vezes o turpor gélido da morte
As vezes o calor
Incessante da negação
Ou a catarse mórbida que é a desistência
De si
Do outro
Os olhos da alma pegajosos como goma, grudando nas cenas inesquecíveis de
uma vida esquecível
Rasa
Frígida
Pífia
Em vão
Os olhos da alma sempre abertos, não descansam
Cortejam as paisagens com a placidez de quem está cansado da rotina, de quem
já presenciou e vivenciou inúmeras vezes a sórdida viagem que é a vida.
Os olhos da alma acompanham os pés cansados, o coração abatido e as mãos
calejadas.
Os poços sem fim da alma, que enxerga por estes seus olhos.
Turvos, tal qual a maratona que é sentir.
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Parabéns!
Está maravilhoso.
Orgulho e tia
Te amo ❤️