Nésio e Casagrande participaram da reunião. Foto: Governo ES

Em reunião tensa, vacinação contra Covid-19 é anunciada para fevereiro

Em reunião tensa, vacinação contra Covid-19 é anunciada para fevereiro
Em reunião tensa, vacinação contra Covid-19 é anunciada para fevereiro
Redação Dia a Dia

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu na tarde desta terça-feira (8) com governadores de todo o país, incluindo Renato Casagrande, para tratar da compra de vacinas para imunizar a população contra o coronavírus. Em clima tenso, o general rejeitou a possibilidade de cada estado ter seu plano e avisou que a vacinação será nacional, a partir da segunda quinzena de fevereiro de 2021.

Segundo o ministro, a Anvisa precisa de 60 dias para avaliar as vacinas e conceder o registro definitivo, o que causou desconforto entre os governadores. A vacina de Oxford deve finalizar a terceira fase de estudos neste mês, com chance de obter o registro definitivo em fevereiro.

“A Anvisa vai precisar de um tempo cumprindo essa missão. O registro gira em torno de 60 dias. Se tudo estiver redondo, teremos o registro efetivo da AstraZeneca no final de fevereiro, dando início à vacinação”, disse o ministro.

Pazuello foi questionado pelo governador de São Paulo, João Doria, sobre as tratativas do governo federal para a aquisição da vacina Coronavac, desenvolvida no estado em parceria do Instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Segundo o ministro, o imunizante também está no fim da fase três dos testes e deve ser submetido à Anvisa, com prazo de análise que deve levar até 60 dias.

Fora da realidade

Após a reunião, o governador Renato Casagrande declarou em entrevista à Globo News que dois meses de prazo para aprovar uma vacina é fora da realidade.

“Dois meses para a aprovação de uma vacina é fora da realidade. A vacina já está sendo usada no Reino Unido, daqui a pouco estará sendo aplicada nos Estados Unidos. É plenamente possível acelerar este rito no Brasil, mas não foi o que ouvimos do ministro”, afirmou Casagrande, que continuou:

“Por que esperarmos mais dois meses. Saio frustrado com isso. Outros países estão vacinando, agências sérias estão aprovando, tem que reduzir esse prazo”
Renato Casagrande

Casagrande disse que além de agilidade, os governadores cobraram o ministro para que o Ministério da Saúde assuma a coordenação da vacinação em todo o território nacional.

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, acompanhou a reunião junto com Casagrande por videoconferência.

“Nós ainda não temos uma agenda ampla, robusta, de vacinação em massa. Nós ainda iremos insistir com o Ministério da Saúde de que, havendo vacinas disponíveis com quantidade suficiente para reforçar a imunização nos primeiros três meses, é necessária uma avaliação técnica e aquisição de todas as vacinas disponíveis”, afirmou Nésio, que acredita que a vacinação em massa da população deva ocorrer apenas no segundo semestre de 2021.

Validação internacional

Os governadores declararam após a reunião que vacinas contra a Covid-19 que conseguirem registros em agências internacionais deverão ser liberadas para uso emergencial no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) terá 72 horas para se manifestar sobre essa liberação. Se o prazo acabar e não houver manifestação, a autorização excepcional fica concedida, graças a uma lei aprovada em fevereiro e relacionada ao estado de calamidade pública decretado por causa da pandemia.

A reunião do ministro da Saúde ocorreu no mesmo dia em que o Reino Unido começou a imunizar a população com a vacina produzida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa alemã de biotecnologia BioNTec.

Com informações do G1 e UOL

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