Empoderamento: uma perspectiva individual

Empoderamento: uma perspectiva individual

O termo “empoderamento” é utilizado em diferentes contextos e dimensões, podendo ser avaliado de forma individual, grupal ou política, na qual uma depende da outra. Dessa forma, mesmo que olhemos para uma dessas perspectivas, sabemos que não podemos encará-la de forma isolada das demais.

Através de uma busca simples por significado, a palavra “empoderamento” pode ser compreendida como um ato de “tornar-se poderoso” ou “obter poder”. Aqui me refiro à palavra exatamente com o sinônimo de “fortalecimento” individual, compreendendo-a a partir de uma visão particular onde a pessoa vivencia um aumento de autonomia e liberdade, mediante seu contexto.

Você já teve alguma experiência em que deixou de dizer, sentir ou fazer com medo de olhares alheios?

Já se coagiu, desvalorizou, anulou ou subestimou por julgar-se impotente? E assim restringiu sua própria liberdade de ser quem realmente é?

Provavelmente todo mundo já fez algo parecido alguma vez na vida, e sabe como é se sentir vulnerável. Em contrapartida, empoderar-se representa o processo de soltar-se dessas correntes imobilizadoras da existência, para realizar ativamente sua própria mudança e desenvolver suas potencialidades, permitindo então “torna-te o que tu és”, como diria Nietzsche.

Mas, quem tu és? Entramos aqui num terreno mais instável e incerto, onde nossa forma de ser no mundo cria forças internas que facilitam ou prejudicam a liberdade para exercer a vida de forma plena e saudável.

Nesse terreno particular existe um único ator responsável por realizar escolhas, você mesmo(a). E por mais que, certas vezes, um auxílio profissional de um psicólogo seja necessário para que isso aconteça, o objetivo da terapia sempre será construir a autonomia para que a própria pessoa se desenvolva.

E crescer às vezes dói, assim como ir à academia para fortalecer uma musculatura que é pouco usada no dia a dia, fortalecer-se necessita de vontade e persistência, principalmente quando já estamos acostumados a nos anular no mundo. Porém, apesar de parecer frustrante a constatação de que somos responsáveis, ela nos permite acreditar na existência de uma real autonomia e capacidade pessoal de mudança.

Empoderar-se então, é ser capaz de reconhecer-se como ser único e também responsável por permitir a manifestação da sua singularidade. Inclusive abraçar as insatisfações de si mesmo através da constatação que somos seres potentes e ao mesmo tempo imperfeitos e diferentes, em constante metamorfose e florescimento.

 

  • FRAZÃO, Lilian Meyer; FUKUMITSU, Karina Okajuma. Gestalt-terapia: fundamentos epistemológicos e influências filosóficas, 2013.
  • KLEBA; WENDAUSEN, Empoderamento: processo de fortalecimento dos sujeitos nos espaços de participação social e democratização política. Saúde Soc. São Paulo, v.18, n.4, 2009.
  • ROSO, Adriane; ROMANI, Moises. Empoderamento individual, empoderamento comunitário e conscientização: um ensaio teórico. Psicologia e Saber Social, 3(1), 83-95, 2014.

 

Júlia Sartório de Sá é psicóloga clínica, especializanda em Gestalt-Terapia. Instrutora de Tai Chi Chuan e Meditação, assim como poeta nas horas vagas

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