Foto ilustrativa: Pixabay

Empresária acusada de dar golpe em noivas de Cachoeiro diz que não queria enganar ninguém

Empresária acusada de dar golpe em noivas de Cachoeiro diz que não queria enganar ninguém

A polícia de Cachoeiro de Itapemirim ouviu a empresária que está sendo acusada por casais de noivos da cidade e de Piúma de ter fugido com o dinheiro pago por serviços de casamento.

Na delegacia, ela alegou ter administrado mal seu negócio e afirmou que não teve intenção de enganar os clientes.

O depoimento foi prestado na terça-feira (17), segundo o delegado José Augusto Militão, titular da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC).

Segundo ele, a empresária se apresentou acompanhada de advogado e declarou que já está acertando as dívidas com os clientes. Ela disse que amigos e parentes a estão ajudando.

“Algumas pessoas compareceram na delegacia dizendo que ela pagou. Mas ela ainda não pagou todo mundo”, disse o delegado.

Segundo o delegado, ainda não é possível dizer se a suspeita será indiciada. Seis denúncias foram registradas em Cachoeiro e uma em Piúma contra a empresária.

“Como tem algumas vítimas que nós ainda não conseguimos ouvir porque estão viajando, algumas estão em lua de mel, ainda não é possível dizer como o inquérito vai ser concluído”, afirmou.

Serviços

As noivas que denunciaram o caso à polícia alegam que contrataram da empresária serviços como aluguel de vestido de noiva, decoração, locação de salão e bufê, que eram oferecidos em pacotes promocionais.

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A empresária mandou uma gravação em áudio aos clientes no dia 28 de agosto pelo WhatsApp dizendo que estava falida e que não cumpriria os contratos assumidos. Após o caso vir a público, a acusada apagou as redes sociais e sumiu.

A suspeita alegou no áudio que não soube administrar bem seu negócio.

“Gente, estou passando para avisar que minha firma faliu. Por falta de administração minha, acabei perdendo tudo o que tinha. Estou sem nada e é com muita dor no coração que comunico a vocês que não vou poder cumprir o contrato”, afirmou.

Ainda no áudio, a empresária disse que ficou endividada porque ofereceu o serviço por um valor bem abaixo do preço. Em média, ela cobrava entre R$ 6 mil e R$ 9 mil pelo serviço completo.

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Uma das noivas que registrou boletim de ocorrência foi a armadeira de calçados Andréia Aparecida Spada, 37 anos, como o portal Dia a Dia ES mostrou no dia 31 de agosto.

Andreia e Wanderson estão de casamento marcado para 26 de outubro e contaram com a ajuda de parentes e amigos, que fizeram uma corrente de solidariedade e conseguiram organizar a festa de casamento.

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