Entre janeiro e 23 de junho foram registrados 175 casos de hepatites virais no Espírito Santo. Destes, 122 foram do tipo B (HBV), o que corresponde a quase 70% das notificações no estado.
Um estudo que avaliou 587 portadores crônicos de HBV acompanhados no Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes (Hucam) aponta que a transmissão vertical e intrafamiliar é a principal responsável pelos casos registrados no Espírito Santo.
A médica e professora do Departamento de Clínica Médica da Ufes Tânia Queiroz Reuter Motta, uma das autoras da pesquisa, explica sobre essa forma de transmissão.
Ela diz que a doença é passada da mãe para o filho durante a gravidez ou no parto e que esta é uma das principais razões para o Espírito Santo apresentar mais casos de hepatite B do que os outros estados.
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“Aqui temos cerca de três vezes mais do que a prevalência nacional da doença, que é de 0,5% da população”, afirma.
Apesar de não ter cura, a hepatite B pode ser prevenida, e a transmissão da doença ocorre por meio do sangue, saliva e fluidos genitais. Em função disso, é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).