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Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin durante coletiva. Foto: YouTube/Sesa

Estado decide comprar vacinas contra a Covid-19, diz secretário

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou em coletiva da Sesa desta segunda-feira (4) que o Estado decidiu não esperar pelo governo federal e já iniciou conversas com a Pfizer e o Instituto Butantan para comprar as vacinas para imunizar a população contra a Covid-19.

“Todas as vacinas que tiverem seus dados publicados têm eficácia muito superior a 50%, seja com uma dose ou duas doses, e todas as que estão sendo utilizadas no mundo são de interesse do Espírito Santo. O governo entende que todas as vacinas que já alcançaram a fase 3 e estão tendo uso emergencial ou regular em outros países, em especial os países centrais, são vacinas aptas a serem adquiridas”, afirmou Nésio Fernandes. 

“O Estado já tomou a decisão de, havendo disponibilidade da indústria, fazer a aquisição complementar de vacinas para poder antecipar algumas etapas do plano nacional de vacinação”, completou o secretário.

O secretário disse que é possível que o Estado tenha acesso às vacinas antes de qualquer aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A indefinição de um calendário de vacinação devido à falta de consenso do governo federal para a compra e distribuição dos imunizantes motivou a decisão do governo estadual.

O secretário disse ainda que o Espírito Santo vive uma fase de estabilização do número de casos, desde o início de dezembro. No entanto, segundo Nésio, não houve a mesma estabilização no número de óbitos e internações, que continuaram em aceleração até 24 de dezembro. A partir de então, houve uma estabilização do número de internações em UTIs para Covid-19.

Crianças internadas

Nésio disse ainda que diferentemente da primeira onda do coronavírus, em meados do ano passado, dessa vez houve um aumento do número de internações de crianças. Ele não atribuiu esse aumento à volta das aulas presenciais, pois nem todas as escolas retomaram este modelo de ensino. 

Quase 90% dos leitos pediátricos para Covid-19 no Espírito Santo estão ocupados, segundo o secretário.

Aglomerações

O secretário disse que as cenas vistas nas festas de fim de ano não são adequadas para o momento, em que é necessário fazer o distanciamento social e seguir com medidas preventivas, como lavar bem as mãos com água e sabão, e usar o álcool em gel, além da utilização da máscara, cujo uso é obrigatório definido por decreto estadual. 

“Temos visto festas noturnas nas praias e em outros locais, aglomerações desnecessárias, que vão muito além de um passeio na praia. Também temos percebido o consumo exagerado de bebidas alcoólicas e atividades não adequadas para o momento”, ressaltou.

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, que também participou da coletiva, não descarta uma fiscalização com ações mais repressivas para evitar as aglomerações. 

No último fim de semana, a Polícia Militar dispersou duas festas clandestinas em praias do Estado com gás lacrimogêneo: uma em Fundão e outra na Praia do Morro, em Guarapari.

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