Estudantes de colégio particular de Cachoeiro doam material escolar a alunos da rede pública

Estudantes de colégio particular de Cachoeiro doam material escolar a alunos da rede pública
Redação Dia a Dia

Após refletirem sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente durante um projeto de leitura literária, alunos do Colégio Adventista de Cachoeiro de Itapemirim resolveram colocar em prática algumas recomendações da legislação criada para proteger as novas gerações.

Eles arrecadaram materiais escolares e doaram a estudantes de uma escola pública estadual. A ação teve participação de todas as turmas do colégio particular, que também participaram com doações.

Segundo a professora de Língua Portuguesa, Maureen Soncim, o projeto denominado Poetizando o Ecriad (Estatuto da Criança e do Adolescente), contempla a atividade intertextual sobre o gênero normativo e a poesia lírica.

Além da arrecadação das doações, os estudantes produziram canções e poemas a partir de temas do estatuto, como amor, amizade e solidariedade.

“Os alunos foram convidados a refletir sobre a aplicabilidade das normas apresentadas no documento estudado, confrontando essas leis e direitos apresentados com a realidade observada”, explicou a professora.

Maureen observou que durante os debates dois artigos do estatuto chamaram mais a atenção dos estudantes.

Um deles é o artigo 4º, que diz: “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

Também causou inquietação entre os alunos o artigo 53 que diz: “a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-lhes igualdade de condições para o acesso e permanência na escola”.

A professora ressaltou que o projeto Poetizando o Ecriad surgiu de um desejo pessoal seu e dos alunos de “inserir emoção num gênero textual tido como padronizado, sério e desprovido de sentimento, a partir de uma ação social”.

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