Foto ilustrativa. Pixabay

Exames vão constatar se técnica de enfermagem aplicou injeção no marido

Exames vão constatar se técnica de enfermagem aplicou injeção no marido
Exames vão constatar se técnica de enfermagem aplicou injeção no marido
Redação Dia a Dia

Exames complementares vão comprovar se a técnica de enfermagem de 41 anos, detida dentro da UTI do Hospital Unimed, em Cachoeiro de Itapemirim, tentou de fato matar o marido que está hospitalizado na instituição.

O delegado de plantão, Thiago Mello, solicitou perícia na seringa apreendida com a mulher para constatar qual o produto estava sendo usado e também pediu exame de sangue no marido dela, que vai comprovar ou não se ela teria aplicado a injeção.

A técnica de enfermagem foi contida por funcionários do Hospital Unimed, no horário de visita, com uma seringa na mão. Ela não trabalha no hospital. Para a polícia, ela revelou que “queria acabar com o sofrimento dele” e disse que o produto era Midazolam, um sedativo.

A Unimed publicou nota informando que identificou a atitude suspeita e acionou a polícia para a condução do caso. A nota não deu detalhes sobre como o fato ocorreu e nem informou sobre a situação do paciente.

Inicialmente, segundo a Polícia Militar, a mulher teria informado que aplicou o medicamento no marido. No entanto, em depoimento na Polícia Civil, a técnica de enfermagem afirmou que não chegou a aplicar o produto, mas o dispersou no chão.

O delegado Thiago Mello disse ainda que ouviu uma psicóloga do hospital. Ela quem teria visto a mulher com a seringa na mão. No entanto, a funcionária relatou que não chegou a vê-la aplicando a injeção.

A técnica de enfermagem confessou ao delegado que pensava de fato em injetar o medicamento para amenizar a dor do marido, mas alegou que não chegou a aplicar o produto no paciente.

Ela não foi presa em flagrante, já que a polícia aguarda os exames para comprovar se ela está falando a verdade ou não. Thiago Melo instaurou inquérito policial para apurar o caso, que continuará com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A reportagem não está divulgando nome e foto da suspeita, uma vez que o caso ainda está em investigação. O casal possui dois filhos, de 18 e 10 anos.

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