Foto de Arquivo. Fábrica de Cimento Nassau em 2011

Fábrica de Cimento Nassau já tem 300 funcionários trabalhando, diz sindicato

Fábrica de Cimento Nassau já tem 300 funcionários trabalhando, diz sindicato
Fábrica de Cimento Nassau já tem 300 funcionários trabalhando, diz sindicato
DiaaDiaES.com.br

Um total de 300 colaboradores da Fábrica de Cimento Nassau está realizando a manutenção das máquinas desde meados do mês de dezembro para a retomada das atividades, prevista para o dia 15 de janeiro, com o aquecimento do alto forno. Estão inclusive cumprindo a carga horária das 7h15 às 17h03.

Essa informação é de Anerildo Zílio dos Santos, secretário-geral do Sindicato da Construção Civil, Terraplanagem, Pavimentação e Cimenteiros do Sul do Espírito Santo. “Falo em nome do presidente, Francisco de Azevedo Amorim, e de toda a diretoria”.

A notícia é muito animadora, tendo em vista a indústria está sem funcionar desde 2017, em função de grave crise.

A Nassau já teve 600 colaboradores, mas Zílio destaca que hoje não existe nenhum colaborador afastado, já que muitos aderiram ao Programa de Demissão Voluntária e outros entraram na Justiça do Trabalho requerendo seus direitos.

“Existe possibilidade da contratação de novos trabalhadores, num futuro bem próximo, de acordo com a demanda”.

 

Venda de imóveis

 

Segundo ele, os pagamentos vêm sendo feitos de acordo com a venda dos imóveis leiloados e recebimento das parcelas pagas pelo Grupo Carone.

“Na entrada dada pelo Carone no terreno da antiga fábrica, no Coronel Borges, em abril de 2018, funcionários e ex-funcionários receberam a mesma quantia de R$ 10 mil”

Mas o representante sindical esclarece que depois desse pagamento houve vários outros, e que em dezembro o juiz determinou a liberação máxima de R$ 15 mil, independente do atual salário, para os colaboradores da ativa, e R$ 3 mil para os ex-funcionários.

“O nosso corpo jurídico, formado pelos advogados Bruno e Breno Fajardo, tem feito um excelente trabalho. E os representantes do Ministério Público do Trabalho, entre eles o Dr. Geovane Guerra, José Emanuel e Benetti, têm sido eficientes e sensatos na partilha dos recursos, além de flexíveis, nos atendendo sempre que precisamos esclarecer dúvidas e buscar soluções emergenciais para as famílias envolvidas. Liberam recursos em casos de doenças graves e de dívidas de compra de imóveis feita pela Caixa”, exemplifica.

Segundo o secretário do sindicato, todas as audiências são seguidas por representantes de três grupos, com membros escolhidos a partir de votação, que acompanham a Ação Civil Pública movida pelo próprio Ministério Público do Trabalho: um com três representantes dos ex-empregados, outro com o mesmo número de atuais empregados, e finalmente o que tem três representantes do sindicato, entre os quais está incluído.

Anerildo Zílio diz que o sindicato preza muito pela manutenção dos empregos e que a radicalização seria o pior caminho. “ Estamos presentes, mas entendemos o período de crise e procuramos ajudar para que a solução seja boa para todos”.

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