Foto: Wallace Hull

Infantil está implementando método canguru UTI da maternidade de alto risco

Infantil está implementando método canguru  UTI da maternidade de alto risco
Redação Dia a Dia

Os profissionais da UTI neonatal do Hospital Infantil Francisco de Assis (Hifa) estão habilitados para atuar com o método canguru, que promove atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso. O Método Canguru é realizado por uma equipe multidisciplinar.

A prática agora é possível após a médica pediatra e neonatologista Jaqueline Lucindo Fonseca participar do IX Curso Online de Capacitação de Tutores do Método Canguru Atenção Hospitalar.

Com isso a pediatra está habilitada a orientar e sensibilizar os profissionais da saúde para essa prática fundamental, principalmente em maternidade de alto risco, como o Hifa.

O Método Canguru é uma política nacional de saúde que integra um conjunto de ações voltadas para a qualificação do cuidado ao recém‑nascido e sua família.

Segundo a Dra. Jaqueline Lucindo Fonseca, o sucesso do tratamento de um recém-nascido internado em UTI neonatal não é determinado apenas pela sua sobrevivência e alta, mas também pela construção de vínculos que irão garantir o aleitamento materno e os cuidados após a alta.

Segundo a pediatra e neonatologista, a implantação do método acontece em três etapas. A primeira com atenção especial para estimular a entrada dos pais nesses locais e de estabelecer contato pele a pele com o bebê, de forma gradual e crescente.

É nesta primeira etapa que se trabalha o estimulo à lactação e a participação dos pais nos cuidados com o bebê. A segunda etapa é de médio risco e exige estabilidade clínica da criança, ganho de peso regular, segurança materna, interesse e disponibilidade da mãe em permanecer com a criança o maior tempo possível.

“A posição canguru é realizada pelo período que ambos considerarem seguro e agradável. A terceira etapa se inicia com a alta hospitalar, e exige acompanhamento ambulatorial, que chamamos aqui de follow up”, explicou a pediatra.

“Além da sensibilização dos profissionais para a atuação mais adequada, a estrutura também interfere. A médica esclarece que o ninho em formato de U já foi substituído pelo ninho fechado, que simulada um ambiente próximo ao do útero da mamãe.

“Além disso, todo cuidado é fundamental, como o som no ambiente, o toque. Precisamos ter consciência de que tudo que o bebê passa neste período pode impactar em sua vida toda”, finalizou.