Foto Pedro Júnior

Maior navio de guerra do Brasil participou da Operação Dragão em Itapemirim

Maior navio de guerra do Brasil participou da Operação Dragão em Itapemirim
Anete Lacerda

O Navio-Aeródromo Multipropósito (NAM) “Atlântico”, a maior embarcação da Marinha Brasileira, que tem 203 metros de comprimento e transporta até 1.100 tripulantes, participou da operação Dragão, realizada pela Marinha do Brasil na praia de de Itaoca, em Itapemirim nesta sexta-feira (10).

Segundo a assessoria da Marinha, o navio recebeu o nome “Atlântico” em função da saga das grandes navegações, que proporcionaram, entre outros grandes feitos, o descobrimento do Brasil.

Também atesta, segundo a assessoria, a relevância do espaço oceânico para conformação da nação brasileira em todos os períodos de sua história.

O NAM Atlântico foi construído em meados dos anos 90 e serviu por vinte anos à Marinha Real Britânica e sua pista de pouso que comporta até sete aeronaves ao mesmo tempo e custou, em fevereiro de 2018, R$ 359,5 milhões. Ele começou a operar a serviço do Brasil em junho do mesmo ano.

O navio alcançou, em março desse ano, a marca de 2 mil pousos em seu convés, o que levou a Marinha a declarar o ressurgimento da aviação embarcada em navios da Força Naval.

Outras ações que fazem parte do histórico do NAM Atlântico são operações navais em apoio a ações humanitárias no Kosovo e na América Central.

No ano 2000, participou da Operação Palliser, na Serra Leoa. Logo em seguida, operou no Oriente Médio, no grupo de combate do HMS Illustrious na Guerra do Iraque.

Além das tarefas de controle no mar, com uso de helicópteros, a embarcação é também é apropriada para missões de caráter humanitário, auxílio de vítimas em desastres naturais, de evacuação de pessoas e em operações de manutenção da paz. O navio comporta, em seu hangar, até 12 helicópteros de médio porte e mais quatro de pequeno porte.

Outra missão com a presença do Atlântico e seus tripulantes foi em 2009 em operações navais e apoio a ações humanitárias na Ásia.

Em 2011, participou da Operação Unified Protector, na Líbia. No ano seguinte, retornou à Inglaterra para reformas e, posteriormente, participou de operações navais, no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

As missões desse gigante brasileiro não param por aí.  Em 2017, participou da operação Ruman, por meio de operações navais em apoio a ações humanitárias nas ilhas do Caribe, afetadas pelo furacão Irma.

 

SAIBA MAIS

Operação Dragão
Operação Dragão é o treinamento para guerra feito a partir do mar mais importante da América Latina realizado todos os anos na área marítima entre os municípios do Rio de Janeiro e Vitória. Este ano, com a participação de 2.500 militares, o “Dia D” dos treinamentos aconteceu ontem (10), na praia de Itaoca, em Itapemirim, no litoral Sul do Estado.

As simulações tiveram início às 5h, com treinamentos de embarque, travessia e ações em terra, cujo principal propósito foi realizar a saída das tropas, simulando a retomada de uma terra hostil, como em possíveis batalhas.

A missão envolveu as três Forças Armadas com a participação de embarcações de desembarque, seis aeronaves, trinta e nove carros anfíbios, equipamentos dos fuzileiros navais e seis navios de grande porte.
Neste ano, pela primeira vez, a Operação Dragão faz parte da Operação MERIDIANO, do Ministério da Defesa. As Forças Armadas reforçaram que a Marinha do Brasil é a única do mundo que tem capacidade de realizar simulações iguais a essa.
As atividades da Operação Dragão começaram na terça-feira (07) e seguem até amanhã (12), nas praias próximas da Área de Apoio Administrativo de Fuzileiros Navais, na Rodovia do Sol, em Itapemirim, mas estavam marcadas para acontecerem no início do mês de novembro. Segundo assessoria de Comunicação da Marinha, as alterações nas condições meteorológicas fizeram com ela fosse postergada.

 

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