dom 3/julho/2022 11:21

Maioria dos acidentes de trânsito no Estado envolvem motos e bicicletas, diz Detran

Maioria dos acidentes de trânsito no Estado envolvem motos e bicicletas, diz Detran
Redação Dia a Dia

O Espírito Santo registrou 4.099 acidentes com vítimas este ano. As motocicletas respondem por 43% dos casos, mas os números não refletem com precisão a realidade por causa da subnotificação, diz a diretora técnica do Detran-ES, Édina de Almeida Poleto.

“Acidentes de menor proporção costumam não ser registrados. A gente tem, de fato, a falta de registros em muitos casos, em especial relativos aos mais vulneráveis: os pedestres, os ciclistas e os motociclistas”, aponta.

Do total de acidentes, 1.772 envolveram motociclistas e 167 bicicletas. Representando um pouco mais de um quarto da frota de veículos, de quase 2,2 milhões, sendo 574.534 motos.

É em função desse alto número de acidentes que acontece no mês de maio a Campanha Maio Amarelo, cujo lema é “Juntos Salvamos Vidas”. A ideia é conscientizar a população de que um trânsito seguro depende da atuação consciente de todos.

Imprudência

Édina Poleto afirma que a principal causa de acidentes ainda é a imprudência. “O motociclista, por exemplo, muitas vezes coloca a vida dele em risco. Anda acima da velocidade, passa correndo no sinal amarelo quando deveria ter atenção, coloca o celular no capacete. Ele tem que se preocupar com capacete com viseira abaixada, não usar chinelo  – eles acabam tendo muitas lesões graves no pé – e andar na velocidade da via”, orienta.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Espírito Santo (Sindimotos), Luciano Santana, cerca de cinco mil motoboys têm carteira de trabalho no Espírito Santo.

A diretora do Detran pondera que são poucos os acidentes em razão das condições da via. Édina afirma que em alguns lugares são realmente necessários investimentos, já que em alguns municípios os prefeitos têm resistência à ciclovia.

“Eles pedem para tirar, dizem que o comércio não quer. Precisamos investir em ciclovias e manutenções das vias. Mas, se colocarmos na balança, se analisarmos a quantidade de acidentes porque a via estava com problema, é um percentual pequeno. Eu não tiro a responsabilidade do Estado, dos municípios. Mas precisamos fazer nossa parte”, ressalta Édina Poleto.

 

 

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