Minimalismo e autoconhecimento

Minimalismo e autoconhecimento
Minimalismo e autoconhecimento
Júlia Sartório de Sá

De forma simplificada, o minimalismo é um movimento crescente que defende um estilo de vida baseado na seguinte questionamento: será que tudo que consumimos acrescenta valor em nossa vida?

Iniciado como movimento artístico do século 20, aos poucos migrou para o campo social, adotando uma postura crítica sobre o consumo excessivo, o alto grau de estresse, o bombardeio de publicidades, a falta de tempo e a redução da qualidade de vida em detrimento da produção e consumo.

Dessa forma, esse estilo de vida não se opõe ao consumismo, mas estimula o reconhecimento das próprias necessidades, a fim de evitar o excesso e reconhecer o que realmente é pertencente às vontades do indivíduo em si, ou do outros (pensamento do pai, vizinho, sociedade etc.), como afirma Juliet Schor “somos muito materialistas no sentido do cotidiano e não somos muito materialistas no sentido real da palavra […] estamos em um mundo onde os bens materiais são muito importantes pelos seus significados simbólicos, como eles nos posicionam no sistema de status, baseado no que a propaganda ou mídia diz sobre eles”.

Atualmente, simbolismos intrínsecos ao consumismo parecem vender a felicidade e o bem-estar tanto almejados pelas pessoas, e ao acreditar que essa busca material e externa resolverá suas angústias e sofrimentos, elas podem deixar de encontrar um sentido de existir que as satisfaz completamente.

O minimalismo, então, pode ser uma forma de se autoconhecer e satisfazer as reais necessidades, onde a própria pessoa se observa e se conduz para caminhos que fazem mais sentido para sua própria forma de existir.

E se voltarmos ao questionamento inicial do texto “esse consumo adiciona valor a minha vida?”, além do aspecto material, podemos também utilizá-lo nos nossos relacionamentos, leituras, hábitos e compromissos, reconhecendo a necessidade de realizar pausas, priorizando o que realmente valorizamos e que julgamos ser importante para permanecer na nossa vida.

Dessa forma, podemos nos aproximar de um sentido que nos satisfaça de forma mais plena, aproximando de uma coerência sobre quem somos e, assim, nos afastando de excessos que nos estressam e tiram o sono. Por isso trago outro questionamento: o que/quem realmente é importante em nossa vida?

 

Júlia Sartório de Sá é psicóloga clínica, especializanda em Gestalt-Terapia. Instrutora de Tai Chi Chuan e Meditação, assim como poeta nas horas vagas
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