Moradores e motoristas cobram área de escape com brita na ES-164

Moradores e motoristas cobram área de escape com brita na ES-164

A tragédia que matou quatro pessoas no último fim de semana na ES-164, que liga Cachoeiro a Vargem Alta, reacendeu o debate sobre a falta de segurança na rodovia estadual, uma antiga queixa de motoristas e moradores que vivem no entorno.

Comunidades às margens da estrada do Sul do Estado reivindicaram providências como a instalação de uma área de escape com caixa de brita para conter a velocidade dos veículos em descontrole, sobretudo os de grande porte, a fim de evitar desastres como a do ônibus que se chocou contra uma rocha na altura do distrito de Soturno, no último sábado (2), próximo à chamada Curva da Morte.

A liderança comunitária também considera ineficaz a operação dos radares lá existentes. “Se tivesse colocado uma caixa de brita, esse ônibus não teria tombado. E os radares não adiantam de nada. Nunca vi radar segurar caminhão ou ônibus morro abaixo”, disse o comerciante Paulo Grola, 66 anos, presidente da Associação de Moradores de Salgadinho, localidade perto do acidente.

Acidente com ônibus na Curva da Morte deixou 4 mortos em Soturno. Foto: Alessandro de Paula

Ele relatou que a última promessa de instalação da caixa de brita ocorreu no governo anterior, de Paulo Hartung, mas não saiu do papel.

Entre os graves registros na área, um dos mais marcantes ocorreu em 18 de novembro de 2014, quando um caminhão desgovernado desceu a serra e matou quatro pessoas de uma família, inclusive um bebê de 11 meses, que seguiam na direção contrária.

DER

Por meio de nota, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) afirma que os sete quilômetros da Serra do Soturno estão “em um trecho muito sinuoso que requer atenção redobrada dos motoristas por conta de sua inclinação”.

O órgão acrescentou que há sete radares, sendo dois, nos quilômetros 348,6 e 349,2, próximos à descida da curva. “Além das sinalizações horizontal e vertical, existe a constante manutenção por parte das equipes de conserva responsáveis pela região e que tratam dos trabalhos de tapa-buracos, poda de árvores, limpeza e outros serviços.”

Na nota, o DER não comenta sobre possibilidades de instalação de caixas de brita.

Drama das vítimas

Morreram no acidente do último sábado: Naira Emanuele Bispo, de 2 anos, a mãe dela, Vanessa Calisto Bispo, Arthur Brito Dias, 9, e o motorista do ônibus, Adeilson Aparecido Brito.

A batida do veículo, que saiu de Belo Horizonte, Minas Gerais, com destino a Itaoca, Itapemirim, também deixou dezenas de feridos entre os 55 ocupantes.

Na Santa Casa de Misericórdia, dos 32 socorridos e encaminhados para a unidade, ainda há oito vítimas internadas nas enfermarias, todas apresentando quadro estável. No Hospital Infantil, onde deram entrada 15 pacientes, dois vieram a óbito. Dos feridos, todos tiveram alta – os últimos três deles na tarde de ontem.

Um dos sobreviventes, o promotor de vendas Henrique Santos Mello, 23, relatou que houve momentos de desespero dentro do veículo. Disse também que, antes, na descida da serra, o cabo da embreagem se soltou, fazendo ônibus perder o freio.

“Nessa hora a gente percebeu que o ônibus estava andando muito rápido. Todos ficaram assustados. De repente o motorista bateu do lado dele contra uma rocha, na contramão, e tombou o ônibus no meio da pista, para não morrer todo mundo, pois mais à frente tinha uma barranco. Ele foi até um herói, deu a vida para salvar a nossa.”

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