No Dia Mundial Sem Tabaco, saiba quais tipos de câncer o cigarro pode causar

No Dia Mundial Sem Tabaco, saiba quais tipos de câncer o cigarro pode causar

No Dia Mundial Sem Tabaco, lembrado nesta segunda-feira (31), o médico radioterapeuta Nivaldo Kiister, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), alerta que o vício ao cigarro pode provocar pelo menos cinco tipos de câncer.

“Muitas das inúmeras substâncias que se encontram no cigarro são responsáveis diretamente em causar câncer. Os principais tumores ocasionados pelo tabagismo são: pulmões, onde 90% são fumo dependentes, boca (orofaringe), garganta (hipofaringe), esôfago, bexiga e, indiretamente, em muitos outros”, afirma o médico.

O câncer de pulmão é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil (sem contar o câncer de pele não melanoma), segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). É o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade.

Somente em 2021 devem ser registrados 30.200 novos casos da doença, sendo 17.760 em homens e 12.440 em mulheres. A doença mata 29 mil pessoas por ano no Brasil, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer.

De acordo com o Inca, a exposição ao tabagismo passivo (exposição involuntária à fumaça do cigarro) em curto período pode ocasionar reações alérgicas, como rinite, tosse, conjuntivite e asma exacerbada.

Em adultos expostos por longos períodos, o tabagismo passivo pode levar ao infarto, câncer de pulmão, enfisema pulmonar e bronquite crônica. Já em crianças, a exposição passiva aumenta o número de infecções respiratórias.

 

Substâncias cancerígenas

Nivaldo Kiister explica que tanto no cultivo, quanto no processamento industrial, o tabaco recebe inúmeros produtos para crescimento mais rápido, assim como na conservação do cigarro. E muitos desses produtos são sabidamente cancerígenos.

“O desenvolvimento do câncer pode ser por via direta, quando as substâncias, em contato com a mucosa, causam irritação e inflamação na mesma, e que em uso crônico inicia-se de forma lenta e progressiva o aparecimento do câncer. E existe o mecanismo indireto, quando várias dessas substâncias contidas no cigarro são expelidas pelo organismo, como na urina, e acabam induzindo o câncer na bexiga”, disse.

Mas com tanta informação disponível sobre as doenças que o cigarro causa, por que muita gente ainda fuma? O especialista explica:

“A maioria absoluta das pessoas que ingressam no mundo do tabagismo é formada por jovens à procura de novas experiências. Contudo, a nicotina, substância viciante contida no cigarro, age muito rápido no cérebro, fazendo com que o organismo se torne rapidamente dependente. Uma vez dependente, será um verdadeiro calvário libertar-se deste vício”.

 

Radioterapia

Uma das formas de tratamento de cânceres ligados ao cigarro é a radioterapia, que é indicada pelo médico assistente de acordo com o estágio da doença.

“A radioterapia é uma arma terapêutica muito eficaz no tratamento de vários tipos de câncer ligados ao cigarro, que será associada a outras modalidades terapêuticas, como quimioterapia e cirurgia. A ordem sequencial depende de cada caso”, disse Nivaldo Kiister.

Em plena pandemia do novo coronavírus e com a vacinação ainda em ritmo lento, Nivaldo Kiister aconselha: parar de fumar agora é a atitude mais importante para saúde, tanto para evitar a forma mais grave da Covid-19 quanto para prevenir o câncer.

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