O Espírito Santo passará a contar com 239.672 famílias contempladas pelo Gás do Povo, do Governo Federal.
O programa foi lançado nesta quinta-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Belo Horizonte.
A iniciativa garante o fornecimento gratuito do botijão de gás de cozinha para famílias de baixa renda, promovendo justiça social, saúde e dignidade.
A proposta faz parte de um programa nacional que deve atender 15,5 milhões de famílias em todo o país, beneficiando cerca de 50 milhões de pessoas. Para o presidente Lula, a medida é essencial para reduzir desigualdades.
Distribuição por regiões e estados
O Nordeste concentra o maior número de famílias atendidas, com mais de 7,1 milhões, seguido pelo Sudeste (4,4 milhões), Norte (2,1 milhões), Sul (1,1 milhão) e Centro-Oeste (889 mil).
Entre os estados com mais de um milhão de beneficiários estão São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Pará.
Transição do Auxílio Gás
Em 2025, o programa substituirá o antigo Auxílio Gás, que hoje atende pouco mais de 5,1 milhões de famílias.
A principal mudança é que o benefício deixará de ser repassado em dinheiro, passando a ser entregue diretamente em botijões, distribuídos em revendas credenciadas mediante vale digital e validação eletrônica.
O governo prevê que, até março de 2026, 100% das famílias elegíveis estarão atendidas, com a distribuição de 65 milhões de botijões por ano. Para este ano, serão investidos R$ 3,57 bilhões, e em 2026, R$ 5,1 bilhões.
Quem tem direito
Podem receber o benefício famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família.
A quantidade de botijões varia de acordo com o tamanho da família: até 3 botijões para duas pessoas, 4 para três e 6 para famílias com quatro ou mais integrantes.
Impactos sociais e de saúde
Além de aliviar o orçamento, o programa busca reduzir a dependência da lenha, que causa doenças respiratórias e compromete a qualidade de vida.
Dados do IBGE (2022) apontam que 12,7 milhões de famílias ainda usam lenha em combinação com gás, sendo 5 milhões de baixa renda.
A exposição a poluentes da queima de lenha pode ser 33 vezes maior que os limites recomendados pela OMS, aumentando o risco de infecções respiratórias em crianças e doenças pulmonares em mulheres.
O uso do gás também economiza tempo: famílias que dependem da lenha gastam, em média, 18 horas por semana coletando essa fonte de combustão, prejudicando estudos e a rotina das crianças.
O GLP, gás de cozinha, já alcança 91% dos domicílios brasileiros, mostrando seu alcance e importância na vida das famílias.
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