Sete moradores foram autuados pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) após praticarem vandalismo na Pedra de Santa Maria, o ponto mais alto do Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast), que engloba os municípios de Muqui, Atílio Vivácqua e Mimoso do Sul.
A operação de fiscalização também resultou na apreensão de oito aves silvestres mantidas ilegalmente em cativeiro.
Segundo o Iema, pichar áreas protegidas é uma infração ambiental grave prevista no Plano de Manejo do Monast e na Lei Estadual nº 7.058/2002, que trata de danos a Unidades de Conservação.
Os agentes descobriram o vandalismo de forma inesperada, enquanto atuavam no combate a um incêndio florestal registrado no dia dois de agosto.
No local, encontraram inscrições recentes nas rochas, algumas com datas, feitas mesmo com a presença de um livro de cume, deixado no topo da pedra para que visitantes possam registrar suas passagens sem degradar o ambiente.
Embora ninguém tenha sido flagrado no momento da pichação, a identificação dos responsáveis foi possível porque todos são conhecidos na comunidade local.
Cada um deles recebeu autuação e multa individual. Durante a mesma ação, os fiscais localizaram um trinca-ferro e sete coleiros presos em gaiolas nas residências dos autuados e de outros moradores da região.
As aves foram apreendidas e encaminhadas para reabilitação sob responsabilidade do Iema.
De acordo com o gestor do Monast, Guilherme Carneiro de Mendonça, o órgão estuda a melhor técnica de limpeza das rochas, de forma a remover as pichações sem causar novos danos.
Ele ressaltou ainda que os responsáveis pelo cativeiro irregular responderão com base na Lei Estadual nº 936/2019.
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