seg 16/maio/2022 12:53

Sino que marca a vitória contra o câncer já tocou 180 vezes em Cachoeiro

Sino que marca a vitória contra o câncer já tocou 180 vezes em Cachoeiro
DiaaDiaES.com.br

Instalado no setor de oncologia do Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim, um sino é motivo de atenção de pacientes e funcionários. Ao ser tocado, é sinal que mais uma pessoa conseguiu vencer o tratamento contra o câncer.

De acordo com o hospital, foram 180 badaladas desde que o sino, que faz parte do programa Tchau Câncer, foi instalado na instituição, em 2017. O hospital é referência no tratamento da doença e atualmente tem 370 pacientes em tratamento.

 

A cada badalada, pacientes e funcionários comemoram. “É um sentimento de vitória, pois é o fim de uma etapa. O câncer é uma batalha a ser travada. E ao bater o sino, a pessoa mostra que foi uma vencedora”, destacou a médica oncologista, Sabina Aleixo.

Ela explica que os pacientes que fazem tratamento ficam torcendo para chegar o momento de puxar a corda e bater o sino. “E quando chega o dia, ele chama a família, tira foto. Isso estimula os demais”, disse a médica.

Quem pode experimentar o gostinho de badalar o sino foi o comerciante Fabrício Bedim, 31, que tratou de um câncer no mediastino (região toráxica). “Me deu vontade de quebrar aquele sino de tanto bater, mas de alegria, é claro”, disse.

No caso dele, foram duas badaladas, pois ele precisou retornar ao tratamento. A última foi no dia 12 de março de 2019. “Cada badalada serve para tirar um peso enorme de nossas costas”, disse.

A professora Fabiana Brito Gava, 40 anos, também teve o prazer de fazer o sino soar. “Foi uma alegria e uma sensação de vitória. É o encerramento de uma batalha e o começo de uma nova etapa, que exige

comprometimento e mudanças em vários aspectos da vida”, disse.

A costureira Jovelina Aparecida da Mota Pim, 51, que faz tratamento contra câncer de mama, bateu o sino no dia 21 de janeiro, após 16 sessões de quimioterapia. Ela também precisou fazer 25 sessões de radioterapia e uma cirurgia de mastectomia.

“Todo dia eu olhava aquele sino e ficava ansiosa para poder tocá-lo, pois sabia que representa o fim de uma etapa. É um incentivo. E foi muito bom poder olhar para trás e ver tudo que foi superado”, disse.

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