A Reserva Kaetés, fundada em 2021, que fica na comunidade de Braço do Sul, no distrito Limoeiro, em Castelo. na divisa com Vargem Alta, é um importante espaço de observação de pássaros e da biodiversidade da Mata Atlântica.
O acesso é pela ES-164, passando por Pedra Azul ou por Vargem Alta. A reserva possui a maior torre de observação da Mata Atlântica do ES.
Quem fala de sua importância e da fauna que pode ser apreciada no local é o diretor do instituto Marcos Daniel e coordenador da reserva, Marcelo Renan de Deus Santos, médico veterinário, mestre em biologia animal e doutor em ecologia de ecossistemas.
Ele conta que a estrutura da torre, de 37 metros, não foi projetada para quebrar recordes, mas para oferecer visibilidade adequada da floresta.
“Esse equipamento nasceu de uma necessidade prática: observar aves acima da copa das árvores”, relata.
Segundo Marcelo, até 15 pessoas podem subir simultaneamente, sempre seguindo medidas de segurança, como não correr e usar os corrimões.
O ambientalista conta que a construção não foi simples. “O clima frio e chuvoso e a dificuldade de transportar materiais pesados até o local e o uso de ferramentas manuais foram alguns dos principais desafios”, detalha.
Mas o esforço valeu a pena, enfatiza. “Do alto, é possível avistar diferentes níveis da Mata Atlântica, espécies de aves, macacos e ainda o Pico do Forno Grande, que surge imponente à frente”, descreve.
Biodiversidade ameaçada
A reserva abriga animais ameaçados de extinção, como a saíra-apunhalada, o sagui-da-serra-claro a preguiça-de-coleira-do-sudeste e o sapinho pingo-de-ouro.
Espécies endêmicas, como o bagre-de-Caetés, só existem naquela região.
“Realizamos monitoramentos semanais de aves e usamos armadilhas fotográficas para registrar mamíferos. Também temos parcerias com instituições científicas que estudam répteis, anfíbios, saguis e plantas raras”, destaca Marcelo.
Turismo sustentável
Para equilibrar conservação e visitação, a Reserva Kaetés limita o acesso a 50 pessoas por dia, sempre com agendamento e acompanhamento.
Toda a renda é destinada a projetos e pesquisas de conservação.
O espaço também oferece trilhas interpretativas, observação de aves e atividades de educação ambiental.
Envolvimento comunitário
Desde 2020, a reserva desenvolve ações de engajamento com moradores vizinhos, e estudantes que participam de programas de educação ambiental.
O turismo ecológico ainda movimenta a economia local, com visitantes que se hospedam e consomem na região, além de gerar empregos diretos: toda a equipe é formada por moradores.
Marcelo lembra ainda que a Mata de Caetés faz parte do Corredor Ecológico Pedra Azul–Forno Grande e é reconhecida mundialmente.
“Por sua importância estratégica para a conservação, a Reserva Kaetés recebeu da Unesco o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica”, conclui.






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