Vendedora assassinada em Cachoeiro tirou passaporte e pretendia viajar aos EUA

Vendedora assassinada em Cachoeiro tirou passaporte e pretendia viajar aos EUA
Vendedora assassinada em Cachoeiro tirou passaporte e pretendia viajar aos EUA
Anete Lacerda

Ainda sem acreditar que a amiga Roseli Valiati Farias foi assassinada, a empresária Simone Bandeira, dona da gráfica em que a vendedora trabalhava há 18 anos, diz que ela tinha muitos planos e estava de viagem marcada no próximo feriado com o pai, que tinha o sonho de viajar de trem, que seria realizado por ela.

“Semana passada ela tirou o passaporte e ia tentar um visto para os EUA, onde tem familiares. Tudo mostra que o que ela queria era viver”, relata.

Simone conta que Roseli conheceu o pecuarista Alexandre Vaz Nunes, que a matou, como Fernando Scherrer(@fernando.scherrer) pelas redes sociais, e posteriormente descobriu que o perfil era falso e que ele não era livre como dizia e que teria uma namorada. Isso a aborreceu demais. O assassino foi identificado por câmeras de videomonitoramento.

A ex-patroa e amiga está indignada com a versão apresentada pelo assassino, e relatada pelo delegado Felipe Vivas em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira.

“Essa versão é absurda e não faz sentido. Na hipótese dela não querer terminar, o assassinato justifica isso? Matá-la dormindo porque ela queria ficar com ele?

Simone diz que nunca conheceu, a vida toda, uma pessoa tão pacífica e com um astral como o da Rose, que sempre foi jeitosa e carinhosa, e que se tivesse problema, sempre resolvia com muita amorosidade.

“Não consigo imaginá-la brigando com o assassino. Ela não era assim. Ela era da paz. Se ela queria alguma coisa com ele, não seria com brigas”, ressalta.

A empresária diz que a sensação é de que o crime foi premeditado e questiona qual seria o rabo preso que o assassino teria ao ponto de achar, na sua cabeça doente, que matar Roseli seria a solução.

Simone relata que pelo que a amiga contava, o assassino era um homem sedutor, envolvente e simpático, que sabia ser gentil, o que acabou a encantando.

“A Roseli vinha de um processo de muitas perdas, especialmente da mãe e do marido, ambos vítimas do coronavírus com pouco tempo de diferença entre uma morte e outra. Então quando o conheceu, parecia que tinha achado o homem perfeito”.

Inconformada com a morte precoce da amiga, Simone diz que esse homem tem que ser exposto, uma vez que tudo indica que ele é um aproveitador de mulheres e faz isso de forma recorrente.

A amiga diz que tem mais coisa envolvida nisso e a polícia tem que investigar muito bem. “A frieza desse homem sugere que ele já fez isso outras vezes. É assustador. A Roseli chegou por volta das 18h48 e às 20h o telefone dela não atendia mais. Dormir de uma hora para a outra? Em menos de uma hora? Isso tem que ser muito bem explicado”, pontua.

Simone Bandeira diz inclusive que a movimentação financeira de Roseli nos últimos três meses também precisa ser investigada, já que as informações que chegam dão conta de que realmente o assassino seria um explorador de mulheres e acostumado a uma vida boa às custas delas. “Esperamos que a justiça seja feita”, clama Simone Bandeira.

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