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Você sabe se as roupas que compra foram feitas com trabalho escravo?

ARTIGO: Alice Batista de Avelar, advogada, MBA em Auditoria Digital e Direito Tributário, apaixonada por moda e estilo.

ARTIGO: Alice Batista de Avelar, advogada, MBA em Auditoria Digital e Direito Tributário, apaixonada por moda e estilo.

 

Você já se questionou, ao comprar uma peça de roupa, se aquela marca explorou seus trabalhadores durante a fase de confecção das peças?

Se esse questionamento nunca lhe veio à mente, esse é um assunto que merece sua atenção. Recentemente, a famosa rede de lojas Zara foi notificada pelos órgãos responsáveis pela fiscalização e combate ao trabalho escravo e análogo à escravidão, pois não garantia condições mínimas de trabalho aos seus funcionários.

Depois dela, a grande Le Lis Blanc também foi alvo de autuações por explorar funcionárias ao ponto de não permitir que elas ingerissem líquidos durante a jornada de trabalho: tudo isso para evitar as idas ao banheiro, o que a empresa acredita que atrasa a sua linha de produção de roupas.

A indústria da moda se apresenta de forma glamurosa nas passarelas e desfiles, mas todo o processo deve ser considerado. As grandes marcas precisam dar condições justas de trabalho aos seus funcionários de ponta a ponta, desde a confecção até as passarelas.

E como é possível saber esses detalhes sobre toda a produção de roupas das maiores marcas?

Existe um APP chamado Moda Livre onde as marcas recebem pontuação de acordo com suas políticas de tratamento dos funcionários e são, então, ranqueadas.

Baixando o App é possível fazer essa análise sobre as marcas e, principalmente, sobre seu perfil como consumidora de moda. Ao ler o nome das empresas na lista, seja sincera consigo mesma e se pergunte: eu realmente preciso comprar de empresas que usam mão de obra escrava? Esse é o tipo de produto que quero ter no meu guarda roupa? Esse é o tipo de roupa que quero vestir todos os dias?

As informações no App incluem somente empresas de grande porte, mas é recomendável nos fazermos sempre essas perguntas: quem fez essa peça de roupa? Quanto essa pessoa recebeu pelo seu trabalho? Quem lucra com uma peça de roupa tão barata, mas sem nenhuma qualidade ou durabilidade?

É o consumo inconsciente e indiscriminado de roupas feitas com trabalhos análogos à escravidão que aumentam absurdamente a exploração predatória do meio ambiente e dos trabalhadores da indústria da moda que não aparece na televisão e nem no Instagram: os trabalhadores anônimos e explorados pelo estilo já obsoleto e não sustentável chamado fast fashion.

Alice Batista de Avelar é apaixonada por moda. Foto: Acervo pessoal

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