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Botequim Literário

Mês de junho, viagem em família para o casamento de um parente na grande Belo Horizonte. Depois dos compromissos nupciais devidamente sacramentados, decidimos fazer o passeio que todo turista precisa fazer: visitar o Mercado Central de BH. Aliás, se você ainda não foi, vá!

Era perto de meio dia, um sábado quente e abafado, já estava quase cambaleando de fome e sede de uma cerveja bem gelada. No calor daqueles corredores, fervilhando de gente, depois de andar em círculos amontoados, enfim, conseguimos entrar num daqueles famosos botequins.

Um zumbido frenético e incompreensível entre pedidos, gargalhadas, música e batucada, pratos aéreos passavam por nossas cabeças nas mãos dos garçons que, certamente, poderiam trabalhar como equilibristas no Cirque de Solei, tal qual deve mesmo ser em grandes centros.

Depois de matar a sede, acomodar a mente em meio a essa erupção de informações, lanço um olhar ao redor na busca de algo reconfortante do cotidiano. Foi quando avistei, no fundo do bar, um homem junto ao balcão totalmente absorto com um calhamaço de um livro em mãos, já em adiantado estado de leitura. Minha sede até passou!

Como alguém consegue escolher um lugar tão caótico e nada convencional para ler? Nas minhas ilusões literárias, o hábito de leitura me remetia ao silencio de charmosos cafés. Eu tentava me esgueirar entre as colunas, mas não conseguia ver a capa do livro. Ele ria, franzia o cenho, fazia caras e bocas. Até pedi ao garçom para tentar descobrir o nome do livro, mas meu pedido se perdeu em meio aos torresmos e bebidas para servir.

O sujeito parecia realizado, devorando seu livro tal como eu devorava meu prato. Ao final do livro, ele fechou os olhos e sorriu para o nada, parecia em êxtase. Correu os olhos pelo botequim e cruzamos olhares, imediatamente abriu um sorriso. Deu seu último gole no copo, acenou pedindo a conta e, antes de ir embora, se despediu em Libras do garçom…

Então, peguei meu preconceituoso julgamento sobre “lugares perfeitos para leitura” e bebi junto com uma dose de cachaça que desceu rasgando meus pensamentos naquele botequim literário.

ESCRITORAS CACHOEIRENSES - Raquel Poleto Fonseca. Mês de junho, viagem em família para o casamento de um parente na grande Belo Horizonte. Depois dos compromissos nupciais devidamente sacramentados, decidimos fazer o passeio que todo turista precisa fazer: visitar o Mercado Central de BH. Aliás, se você ainda não foi, vá!
Raquel Poleto Fonseca. Cachoeirense, contadora, integrante do Clube de Leitoras Cachoeirenses

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