Conheça a doença que matou a ex-primeira-dama de Cachoeiro

Conheça a doença que matou a ex-primeira-dama de Cachoeiro
Conheça a doença que matou a ex-primeira-dama de Cachoeiro
Alessandro Araujo de Paula

A empresária e ex-primeira-dama de Cachoeiro de Itapemirim, Márcia Brezinski, morreu nesta quinta-feira, aos 65 anos, vítima de câncer na vesícula.

Segundo o Instituto Onco-Vida, o câncer na vesícula é uma doença rara, silenciosa, de poucos sintomas até o estágio em que a enfermidade está em fase avançada e afetou outros órgãos.

Márcia era mulher do ex-prefeito e ex-deputado estadual José Tasso de Andrade e lutava contra o câncer há alguns meses, desde que sentiu dores abdominais durante férias em Guarapari.

Atualmente, ela estava internada em São Paulo para tratamento. Márcia, segundo pessoas próximas da família, teve morte cerebral mais cedo, mas o óbito foi oficialmente confirmado às 16h30.

Devido sua atuação na Secretaria de Ação Social, durante gestão de seu marido como prefeito em Cachoeiro, de 1993 a 1996, Márcia acabou ganhando o carinhoso apelido de Mãe dos Pobres.

José Tasso informou que a mulher foi submetida aos melhores tratamentos disponíveis e recebeu atenção de conceituados especialistas na área de oncologia. Porém, apesar do tratamento, seu quadro piorou nos últimos dias.

 

Câncer na vesícula

De acordo com o Instituto Onco-Vida, alguns fatores podem influenciar na predisposição a ese câncer, como pedra na vesícula por muito tempo, inflamação, problemas cirúrgicos que alteraram a função da vesícula, alterações em sua estrutura e até síndromes genéticas.

A vesícula biliar é um órgão pequeno, localizado ao lado direito do fígado, que armazena a bile, substância responsável por absorver nutrientes e digerir gorduras vindas da alimentação.

Na avaliação do oncologista do Instituto Onco-Vida, Augusto Portiéri, o grande problema é que as células que formam a parede da vesícula biliar, podem se tornar malignas e formar câncer.

O oncologista aponta que os sintomas variam de acordo com a localização do câncer. Se for em região mais funda, ao crescer comprime e invade os tecidos locais, causando dor no abdômen e cólica ao ingerir alimentos ricos em gordura.

Caso aconteça nas vias biliares, pode obstruir o ducto, gerando dor, cólica e um quadro icterícia. Uma vez que a bile não segue seu curso normal e com isso não é eliminada pelo intestino, volta para o sangue e o paciente fica amarelo.

O oncologista aponta que uma das maiores dificuldades dessa doença é que ela não tem nenhuma estratégia preventiva, o que existe é a detecção precoce. Mas isso é difícil. Normalmente a descoberta ocorre em estágio avançado.

A descoberta precoce normalmente ocorrer por acaso, quando a pessoa faz exames por outros motivos, como ultrassom do abdômen, que pode identificar o tumor.

O tratamento do câncer de vesícula é cirúrgico e sempre com cirurgião oncológico. Envolve um tipo de cirurgia mais ampla, que dependendo dos critérios de gravidade, é complementada com o tratamento de quimioterapia e cuidados paliativos.

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