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Sequência de imagens mostra a modelo em chamas e a namorada do lado de fora da porta. Foto: Videomonitoramento

Delegada conclui que não houve crime no caso da modelo incendiada na Serra

A delegada Raffaella Aguiar, titular da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM), afirmou durante coletiva de imprensa em Vitória que não houve crime no caso da modelo incendiada em um condomínio de São Diogo, na Serra.

Na noite da última segunda-feira (10), após discutir com a namorada de 21 anos, a modelo Katiuscia Silva, de 31 anos, teve 40% de seu corpo queimado. 

Imagens de videomonitoramento mostraram, às 18h59, o momento em que a vítima surge com o corpo em chamas, gritando por ajuda. A namorada da modelo, que havia acabado de sair do prédio, se desespera do lado de fora da porta de vidro. Um homem aparece para abrir a porta e a modelo corre. Ela tira a blusa em chamas, mas os cabelos e o short continuam pegando fogo. Vizinhos ajudam a apagar o fogo e a socorrer a mulher. Katiuscia foi levada para o Hospital Jayme Santos Neves, especializado em queimados, na Serra.

Segundo a delegada, as imagens das câmeras de segurança do prédio foram primordiais para elucidar o caso. 

“Ao analisar as imagens, fica bem claro que não tem a menor possibilidade da namorada ter incendiado a modelo, porque quando ela aparece em chamas, a namorada estava do outro lado do vídeo”, afirmou a delegada, durante entrevista na última sexta-feira (14).

Raffaella Aguiar disse que a namorada da modelo foi ouvida na última quinta-feira (13), e que ela contou em depoimento que o relacionamento das duas era conturbado. Durante uma briga, Katiuscia jogou álcool para produção de perfume no próprio corpo e, segundo relatou a namorada à polícia, ameaçou colocar fogo com um isqueiro. Parte desse álcool também atingiu a companheira dela, que saiu em seguida de casa. 

“Pelo que relatou a namorada, a vítima não teve o intuito de suicídio, ela estava apenas tentando chantagear e como ela fez muito próximo e estava coberta com uma substância inflamável, a evaporação fez com que ela entrasse em chamas”, declarou a delegada.

Katiuscia Silva, modelo que teve o corpo queimado. Foto: Redes sociais

A polícia também ouviu Katiuscia, além de vizinhos do condomínio. A delegada disse que o procedimento foi instaurado porque a mãe da vítima disse que não acreditava que a filha teria colocado fogo no próprio corpo.

Briga filmada

Imagens do circuito interno do condomínio registraram parte da briga. De acordo com a delegada, em uma delas a namorada de Katiuscia aparece saindo e fechando a porta do condomínio. Segundos depois, um clarão surge no corredor. A companheira da modelo fica desesperada ao ver Katiuscia incendiada e tenta abrir a porta de vidro. Um vizinho destrava a porta e Katiuscia sai com o corpo incendiado. Ela se joga no chão e é ajudada por vários vizinhos. 

A delegada disse que como não houve crime, o caso está encerrado.

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