segunda-feira - 12 de abril de 2021
Jornal Dia a Dia – Notícias do Espirito Santo e do Brasil
Tiro de Guerra de Cachoeiro. Foto: Alessandro de Paula

Em dificuldades, Tiro de Guerra pode sair de Cachoeiro

Representantes do Tiro de Guerra de Cachoeiro de Itapemirim estiveram na terça-feira (10) na Câmara Municipal para relatar dificuldades até para fornecimento de marmita para os militares, por conta do não cumprimento de um convênio com a prefeitura.

“Queremos cumprir a nossa missão de servir formando cidadãos, mas se acharem que nossa presença não é mais necessária, nos oficiem que vamos servir a nossa pátria em outro município”, afirmou o comandante Rodrigo Alécio da Silva Moura.

Representantes do Tiro de Guerra no Legislativo. Foto: Câmara de Cachoeiro

Segundo ele, existe um convênio com o Poder Executivo para a cessão de servidores, material de expediente, mobiliário e refeições, entre outros itens, o que não está sendo cumprido. Ele informou também que a instituição tem pedido reforma há décadas, necessidade que se agravou com a enchente do último dia 25 de janeiro, que chegou a 1,60 metro de altura nas instalações militares.

“O Tiro de Guerra só está aqui porque houve interesse do município, que pode interromper o convênio quando quiser. Mas, se isso ocorrer, dificilmente voltaremos para Cachoeiro porque existem muitos municípios na fila solicitando essa parceria”, disse o comandante, que estava acompanhado do instrutor Leonardo Lourencini Palaoro.

Parcerias temporárias

O comandante disse ainda que vários ofícios foram enviados para a prefeitura solicitando providências e nenhum obteve resposta, o que obriga a instituição a buscar parcerias temporárias na iniciativa privada, inclusive para o fornecimento de marmitas para os jovens atiradores.

Ele fez ainda uma retrospectiva histórica sobre os 111 anos do Tiro de Guerra.

“Nossa presença em solo cachoeirense tem rendido bons frutos e os nossos atiradores fazem um trabalho relevante em benefício da sociedade, estando presente em todos os fatos comunitários e sociais. Somos os maiores doadores dos bancos de sangue cachoeirense”, exemplificou.

Repercussão

O vereador Higner Mansur lamentou a situação do Tiro de Guerra.

“Lamentamos profundamente esse ato de desrespeito. O que puder fazer, esteja certo que estou pronto para ajudar”, afirmou.

A vereadora Renata Fiório enfatizou que a saída do Tiro de Guerra de Cachoeiro vai prejudicar uma parcela da sociedade que quer servir no serviço militar obrigatório.

“Existem recursos públicos que deveriam ser empregados. Mas se for necessário, assinaremos um manifesto em favor do Tiro de Guerra. Essa situação não pode permanecer”, disse a parlamentar.

Reforma

O vereador Delandi Macedo, líder do governo, disse que recebeu da prefeitura a informação de que esta semana a reforma será iniciada. especialmente na parte elétrica.

“O Tiro de Guerra é importante para o município. Em nenhuma hipótese queremos que ele saia daqui. Eu me comprometo para, junto com os demais vereadores, buscarmos solução para todos os problemas”, enfatizou.

O presidente da Câmara, Alexon Soares Cipriano, ratificou o interesse de fazer todos os esforços para que o Tiro de Guerra receba os 90 jovens que se alistam no serviço militar obrigatório a terem condições dignas para servirem.

“É inadmissível termos que lidar com esse tipo de demanda. A mim parece simples. É só cumprir o que está no convênio”, destacou.

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