Família de Roseli Valiate e movimentos organizados pedem justiça

Feminicídio aumenta 46,2% em 2020 no Espírito Santo

Feminicídio aumenta 46,2% em 2020 no Espírito Santo
Redação Dia a Dia

 

Até outubro de 2021, 38 mulheres haviam sido assassinadas no Espírito Santo, segundo dados oficiais do Governo do Estado, entre elas Roseli Valiate, morta pelo namorado com um tiro a queima roupa na cabeça no dia 17 de outubro.

O assassino continua preso do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro e a audiência de instrução e julgamento do assassino Alexandre Vaz Nunes, 54 anos, quando serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, além de peritos e demais envolvidos no casa, está marcada para o dia 24 de fevereiro.

Em relação ao número de feminicídio, os casos aumentaram 46,2% em relação a 2020, quando foram registrados 26 crimes. Na região Sul o número é ainda mais assustador e o salto foi de 60%, indo de cinco para oito assassinatos. Num deles, mãe e  filha foram assassinadas em Marataízes.

Os levantamentos mostram que o mês com o maior número de assassinato de mulheres foi junho, quando seis foram mortas. Na maioria dos casos as mulheres foram mortas pelos maridos, ex-maridos, namorados ou companheiros.

Em 26,3% dos casos o marido foi o autor do crime. Já os ex-maridos respondem por 21,1% dos assassinatos no Espírito Santo.

Os namorados também têm participação de15,8% nas mortes por feminicídio. Os dados divulgados indicam ainda que 47,7% dos casos foi por arma branca, e 31,6% por arma de fogo.

 

SOS

Em entrevista recente o governador Renato Casagrande anunciou ainda para o primeiro trimestre de 2022 a disponibilização de uma ferramenta para dar suporte às vítimas de violência doméstica.

Será, segundo ele, de um smartphone ligado a uma central policial, que ficaria com a mulher, e poderá ser acionado quando o agressor se aproximar. Agressores de mulheres usarão tornezeleira eletrônica. Segundo Casagrande, esse é um serviço que se soma à Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar.

 

Relembre alguns casos

02/04 – Keila de Souza Oliveira foi atingida por quatro tiros disparados pelo marido, Lucimar de Souza Ramos, que tentou tirar a vida após o crime, mas sobreviveu. O crime ocorreu em Cachoeiro e familiares contaram que ele já havia ameaçado a mulher de morte outras vezes.

15/5- A técnica em enfermagem Leidiane Erqui Tonetti Andreão foi assassinada a tiros na frente da filha, em Castelo pelo marido O marido Wellington Denadai Andreão, que atirou contra ele mesmo e acabou morrendo após dias internado.

19/6 – Lucia Helena Coqui foi assassinada com facadas e pauladas por um homem com quem mantinha um relacionamento e não teve seu nome divulgado pelo Polícia. O motivo, segundo testemunhas, foi o fato da vitima não querer mais o relacionamento

9/7 – Juliana Moreira Rodrigues foi assassinada com golpes de pé de cabra pelo ex-marido Leonardo Maganha Dias no interior de Mimoso. Ele não aceitava o fim do relacionamento.

16/9 – Charlene de Lenis Gonçalves e a filha Isaquiele Júnia Gonçalves de apenas 10 anos foram mortas a facadas em Marataízes pelo ex-namorado Michael Prates.

25/9 – Giselly Thais Cassandra de Souza foi morta a tiros em Conceição do Castelo pelo ex-marido e pai de sua filha, cujo nome a Polícia não divulgou.

28/9 – Adriana Torrente Moreira desapareceu e seu corpo foi encontrado somente no dia 3 deste mês em um córrego, também em Conceição do Castelo. O ex-marido Brás Moreira também foi encontrado morto e a Polícia trabalha com a hipótese que ele matou a mulher e depois tirou a vida.

17/10 – Roseli Valiati Farias desapareceu após sair para se encontrar com o namorado Alexandre Nunes, com quem se relacionava desde abril deste ano. Após a policia pressionar o suspeito, no dia 20 ele confessou o crime e revelou onde o corpo estava. Ela queria terminar o relacionamento porque teria descoberto que ele teria outra namorada

Denuncie
Central de Atendimento à Mulher – ligue 180

O Ligue 180 é um serviço de utilidade pública essencial para o enfrentamento à violência contra a mulher. Além de receber denúncias de violações contra as mulheres, a central encaminha o conteúdo dos relatos aos órgãos competentes e monitora o andamento dos processos.

 

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