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“Fiz uma campanha linda. Confio na decisão do povo de Piúma”, diz Luciana Máximo

Jornalista, professora, poetisa e ativista de causas sociais. Aos 50 anos de idade, Luciana Máximo decidiu utilizar toda sua experiência para um novo desafio: representar a população de Piúma, na Câmara Municipal.

Ela disse que sentiu uma boa recepção das pessoas durante a campanha: “Sinto que as pessoas veem Luciana como sua voz na Câmara, que vão ter alguém que irá olhar por elas”.

A pouco mais de um dia para a principal data do calendário eleitoral, Luciana afirma:

“Fiz uma campanha linda, sem agressões. Estou serena, confiante, aguardando a decisão do povo”, explicou.

 

Caso eleita, Luciana já tem uma prioridade, cobrar a aplicação das leis que já existem no município a favor da população e fiscalizar para que a cidade não continue perdendo recursos estaduais e federais.

“Precisamos entender por que o município perde tantos recursos. Perdemos R$ 1 milhão para construção de um novo Cras e pagamos aluguel. Perdemos R$ 2 milhões para a construção do Pró-Infância para 350 crianças e alugamos creche. O dinheiro tem que ser aplicado. Vou vigiar cada centavo”

Luciana lembra que o município possui uma Lei Orgânica municipal, uma espécie de Constituição local. “Os políticos se aproveitam da ingenuidade das pessoas. Por exemplo, uma família inscrita no CadÚnico tem direito a um funeral pago pela prefeitura, mas muitos acham que precisam pedir à prefeita ou ao vereador, como se fosse um favor. É seu direito”, explicou.

Ela complementa:

“A população precisa ter conhecimento, saber que existe uma constituição municipal que dá a ela direito a diversos serviços ofertados com dignidade”.

De acordo com Luciana, Piúma tem 2.375 leis aprovadas pela Câmara Municipal, porém só 10% estão sendo cumpridas.  “Precisa de exame? Já existe lei criada em 2009 que diz que a prefeitura tem que dar esse suporte. E o uniforme escolar? Está na lei. O município deve dar às famílias que não tem condições”, exemplificou.

Luciana Máximo dedicou 15 anos de sua vida à educação, como professora. Nesse período recebeu 15 prêmios. “Sempre vi a educação como uma oportunidade de conduzir as pessoas para um destino melhor”. Na cultura, ela organizou saraus e concursos de poesias. Além disso, vem debatendo temas, como homofobia, bullying e discriminação racial desde 2001.

Ultimamente, a atuação principal de Luciana Máximo é no jornalismo. À frente do jornal Espírito Santo Notícias, ela organizou debates entre os candidatos.

“Quando se tem informação, as pessoas não passam em cima de você. Essa é a função do jornalismo, informar. Além disso, o jornal me permite enquadrar um prefeito, um secretário, cobrando prazos”.

Formada em Letras e pós-graduada em Gestão Escolar, Luciana teve um início difícil. Filha de pais analfabetos, precisou trabalhar para comprar seu material escolar. Pagou sua faculdade confeitando bolos.

“Sou um projeto que era para dar errado. Homossexual, 1 metro e meio de altura, acima do peso, oito anos reprovada, filha de pais analfabetos. Ouvi muito na minha vida que eu não ia ser ninguém. Mas consegui superar todos os desafios, com muito esforço”.

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