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Foto: Polícia Civil

Idoso de 68 anos vive terror nas mãos de vizinhos durante dois anos

Lilia-barros-05-09-2023
Lilia Barros

Uma associação criminosa perversa aterrorizou durante dois anos a vida de um vizinho, um idoso de 68 anos, exigindo o depósito de grande quantias em dinheiro e ameaçando matar suas netas e mulher, caso não fornecesse os valores.

A crueldade era tanta que o grupo enviava fotos da fachada da casa do idoso, de suas netas na escola e de toda movimentação da família, para intimidar a vítima que temia pela vida de seus familiares.

O idoso não imaginava que se tratava de vizinhos seus que moravam ao lado de sua casa. A quadrilha formada por uma mãe, dois filhos, uma filha e uma amiga, utilizava um aplicativo no celular para alterar a voz e fazer as ameaças por telefone dizendo que traficantes de Cariacica iriam matá-los caso não depositasse o dinheiro.

Desesperado e sem conhecimento de tecnologia, o idoso obedeceu às ordens de seus capachos até não aguentar mais. Ele viveu uma rotina de tensão, medo e teve seu patrimônio dilapidado. Ele passou a ter crises de pânico, um pesadelo diário.

O delegado-geral da Polícia Civil (PCES), José Darcy Arruda, informou como se deu o crime. “A associação criminosa vinha dilapidando o patrimônio moral e financeiro do idoso que teve que fazer transferências e financiamento. Ele teve sua vida totalmente destruída. Agora, esse senhor terá sua dor minimizada com a  recuperação dos veículos e a prisão de quatro pessoas”, disse o delegado.

De acordo com a Polícia Civil, o valor inicial exigido pelos criminosos era de R$ 150 mil, subindo a cada mês, ao ponto de exigirem, de uma só vez, o valor de R$ 200 mil.

Quando o idoso, que é um empresário, não teve mais recursos para efetuar depósitos, ele se viu forçado a fazer empréstimos, que resultaram em uma dívida mensal atual de R$ 30 mil. O prejuízo total foi de R$ 1,4 milhão.

O superintendente da PRF em exercício, Inspetor Eduardo Costa Negro informou que a PRF atuou de modo integrado às polícias. “Sempre atuamos assim e dessa vez não foi diferente. Fizemos um papel importante ao identificar os veículos e pessoas que os utilizavam.”

Como tudo começou

Há 30 anos, a vítima passou a morar em sua casa, época em que fazia diversas doações voluntárias para os vizinhos que passavam dificuldades financeiras. Por um tempo, o idoso doava comida e outros itens de necessidade básica para a familia.

Porém, aos poucos, ele foi percebendo que não deveria mais continuar provendo esses recursos, e os vizinhos seguiram suas vidas, mas ao que tudo indica não gostaram de perder o auxílio do homem caridoso.

Há dois anos, a filha da familia criminosa, se tornou a mentora da extorsão, levando o idoso a adoecer emocionalmente sem saber que os responsáveis eram os mesmos que ele havia auxiliado em tempos de escassez.

As prisões

A Polícia Civil, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) e a Polícia Rodoviária Federal do Espírito Santo, trabalharam em conjunto para desmatelar a quadrilha e elucidar toda dinâmica do crime de extorsão e ameaça contra o idoso.

O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, disse que a investigação começou com a vítima comparecendo à delegacia em prantos dizendo que não aguentava mais ser extorquido e ter sua família ameaçada.

“Ele entrou na delegacia em prantos dizendo que não aguentava mais.” A partir daí, várias ações foram desencadeadas para descobrir de quem eram os CPFs, contas bancárias, telefones e nomes dos bandidos.

A quadrilha se especializou em tecnologia e usava CPFs de pessoas que não fazem parte do crime, obrigando os policiais a intensificarem as investigações. O fim da linha para a associação criminosa se deu quando foi descoberto que os capachos moravam ao lado do idoso.

Os policiais levaram um dos filhos pois os demais não estavam na casa no momento da prisão. Entretanto, enquanto interrogavam o preso, o idoso apareceu na delegacia novamente chorando porque havia acabado de receber mais uma ligação exigindo R$ 400 mil para não matá-lo.

Nesse momento, os policiais conseguiram identificar de onde partiu a ligação: de Ponta da Fruta. Ao chegarem no local, lá estavam os demais integrantes da familia criminosa, usufruindo da comodidade de uma pousada com piscina. Eles foram presos em flagrantes.

Foram apreendidos, por ordem da Justiça, um apartamento, dois veículos, sendo um HB 20 e um Jeep Compass, adquiridos pela quadrilha com recursos extorquidos do idoso.

O serviço de inteligência da Polícia emitiu um relatório provando que a família de criminosos não tinha como obter tantos patrimônios e que viviam uma vida de luxo com o dinheiro da vítima.

Com o bloqueio dos bens da quadrilha, a vítima terá condições de reduzir o impacto da dívidia que fez durante os dois anos de terror que viveu.

 

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