Foto: Reprodução

Médicos alertam sobre os sinais do AVC e orientam sobre prevenção

Médicos alertam sobre os sinais do AVC e orientam sobre prevenção
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A morte de Tom Veiga, intérprete do Louro José, aos 47 anos por conta de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) recentemente, reacendeu a necessidade de falar sobre a doença, com destaque para os sintomas que podem indicar que saúde não vai bem e as medidas de prevenção capazes de reduzir as chances de ter o problema.

Mais importante ainda falar do assunto porque a doença é muito comum, acometendo uma em cada quatro pessoas. Segunda principal causa de morte no Brasil, o AVC é lembrado anualmente, com o Dia Mundial do AVC, em 29 de outubro.

O neurologista Waldemar Carlos Barros Algemiro, diretor clínico do Hospital Unimed, em Cachoeiro de Itapemirim, explica que existem dois tipos de AVC: o hemorrágico (que levou Tom Veiga à morte após a ruptura de um aneurisma cerebral) e o isquêmico, responsável por cerca de 80% dos casos. “O AVC isquêmico ocorre por oclusão do vaso arterial do cérebro, já o hemorrágico é secundário à ruptura das artérias”, diz o médico.

Os sintomas mais comuns do AVC, também chamado de derrame, são perda de força ou sensibilidade, desvio da rima lábio (sorriso torto) e alteração de fala. No entanto, existem outros sintomas possíveis dependendo da área cerebral afetada.

Segundo Waldemar Algemiro, os sintomas de AVC são súbitos e o quanto antes a pessoa procurar o serviço de urgência médica, maiores serão as chances de minimizar as sequelas neurológicas. “No caso do AVC isquêmico, podemos usar medicamentos para desfazer a obstrução à circulação sanguínea nas primeiras quatro horas e meia”, ressalta.

Fatores de risco

Dr. Gil Goncalves Azeredo – Cardiologista e vice-presidente Unimed Sul Capixaba (Foto: Divulgação)

Os principais fatores de risco para AVC são hipertensão arterial, diabetes, arritmias cardíacas, tabagismo, sedentarismo, colesterol elevado e obesidade. Por isso, segundo o cardiologista Gil Gonçalves Azeredo, vice-presidente da Unimed Sul Capixaba, é importante cuidar da saúde e ter hábitos saudáveis. “Às vezes o paciente hipertenso abandona o tratamento ou não faz o controle da pressão arterial. Isso não pode acontecer. A pressão deve estar controlada, independentemente de haver sintoma ou não. Um AVC pode trazer sequelas cerebrais irreversíveis e até levar à morte”, orienta.

A recomendação é para que as pessoas mantenham uma boa alimentação, um sono de qualidade e pratiquem atividade física regular. “São atitudes fundamentais para a prevenção da doença”, afirma Gil Gonçalves Azeredo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV), cerca de 70% das pessoas acometidas por AVC não têm condições de retomar as atividades profissionais, devido às sequelas que o quadro deixa. E mais: metade dos pacientes perde autonomia e acaba precisando de cuidadores para nas suas tarefas diárias. A entidade ressalta que embora o AVC atinja mais comumente pessoas com idade acima de 60 anos, tem crescido entre jovens e pode, inclusive, afetar crianças.

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