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Nanismo: mãe cria perfil no Instagram para informações e quebra de preconceito

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Renan Ferreira

Em Anchieta, litoral sul capixaba, a comerciante Angélica Silva Bonfá, de 43 anos, após ter dado à luz a Alice Vitória Salomão Sales, que hoje está com um ano e quatro meses, teve a iniciativa de criar um perfil no Instagram para divulgar informações sobre o transtorno do nanismo e combater preconceitos.

Isto porque a filha tem o transtorno. “Ela tem o instagram Gigante Alice Vitória (@gigantealicevitoria), onde mostro as evoluções dela e procuro informar mais sobre o assunto. Também compartilho no meu Facebook”, diz.

A comerciante afirma que o que mais a motivou em informar, através da rede social, foi o medo de sua filha sofrer preconceitos futuramente, pois acredita que existam pessoas maldosas, que apontam o dedo para o diferente.

“Ainda não senti nenhum preconceito e, sinceramente, não sei como seria a minha reação. Até agora só tenho a agradecer o carinho da família , dos amigos e de todos aqui de Anchieta, que abraçaram a Alice com muito respeito e amor”, diz.

O médico João Marcos de Oliveira Filho, 45 anos, especialista em Medicina de Família e Comunidade, diz que o Nanismo é um transtorno caracterizado por deficiência no crescimento, resultando em baixa estatura comparativamente à média da população de mesma idade e sexo. É uma das causas mais frequentes de alterações no ritmo do crescimento humano.

A mãe da criança conta que seu obstetra começou a desconfiar dessa possibilidade a partir do sexto mês de gestação, e a partir do sétimo, veio a confirmação.

“Levei um susto e comecei a pesquisar sobre o nanismo. Entrei em pânico com tantos tipos. Alguns muitos cruéis. São mais de 400 tipos de nanismo, e quando a Alice nasceu as características eram de acondroplasia, o tipo mais comum”, lembra-se.

A menina nasceu saudável, sem apresentar os problemas típicos comuns associados ao transtorno, como hidrocefalia, otite, problemas respiratórios e outros.

Os desafios ainda são mínimos. Angélica diz que a filha demorou um pouco a sentar-se, e agora está começando a ficar de pé.

“Mas tudo no tempo dela. Graças a Deus e à medicina, o remédio exclusivo para acondroplasia chegou este ano ao Brasil. A partir dos dois anos, ela vai começar a fazer o uso. Vai ajudar muito e evitar complicações. Ela hoje está com muita saúde e muito inteligente. Alice é um presente de Deus”, derrete-se.

Para outros pais que vivem em mesma situação que a sua, Angélica orienta a acessar o site ou Instagram da ANNABRA ( Associação Nacional de Nanismo do Brasil). “Eu faço parte do grupo e me ajudou demais”, conclui.

 

SAIBA MAIS

Associação Nacional de Nanismo do Brasil

www.annabra.org.br

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