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Refugiados em suas terras

O filme Rede de Ódio discorre a respeito das interseções que elencam as relações interpessoais de todos os personagens, deixando explícito que o que definimos como justo, ou inviável está conectado não só aos nossos valores, mas também às experiências que nos moldam, e como respondemos às situações apresentadas.

Assim, exibimos nossas vidas e deixamos rastros pela galeria da internet, que são passíveis de elogios ou críticas, sendo interpretados por diferentes olhares e contextos, que nos transformam em números adicionados ao logaritmo analisado.

Passamos a ser sintetizados por caracteres, grupos, camadas estabelecidas por uma parcela que detém o anonimato, o poder, ou o desejo em suas mãos. Desse modo, a história e os fatos podem ser facilmente distorcidos para atender ao desejo de alcançar o objetivo seja ele qual for, independentemente da veracidade dos fatos; criando-se, as ramificações do controle das informações almejadas baseadas no poder aquisitivo de compra.

O ambiente acolhedor pode assumir sua faceta hostil para defender o que desejam, tornando o meio segregado e bem determinado por mais que acreditamos ter controle; zonas e pessoas são taxadas como radioativas, rejeitadas por não serem ambicionadas. Cria-se a guerra entre – a realidade e a ficção, sucumbindo as vidas que passam a ser refugiadas do sistema, do meio, da sociedade que repele suas próprias crias.

O que é ser refugiado? Não seríamos todos nós um pouco, mesmo que o país em que habitamos seja o nosso de origem? É possível ser, até mesmo, um forasteiro em terras conhecidas, já que não nos integram.

Quem são os articuladores dos movimentos premeditados? O caos gera “energia/combustão”; mas o que representa? Como é visto e utilizado? Todo resultado causado origina-se de uma força direcionada a um ponto específico para um certo fim, podendo ser construtivo ou depreciativo.

O anonimato revela quem realmente somos, ou pode ser que traga o momento e a oportunidade para emitirmos a frequência que possuímos ou recebemos a determinados assuntos.

O meio, o movimento, as experiências, as pessoas que passam por nossas redes de relacionamento podem contribuir com o que plantamos e colhemos, desde proporcionar bons momentos à perdição.

Nem sempre em nosso jardim nascem e florescem apenas o que plantamos, há joios que são lançados e tomam conta do terreno sem ao menos percebermos o quão influenciados e perdidos nos tornamos em busca do reconhecimento e da aceitação que nós mesmo exigimos merecer ou acreditamos ser o mínimo para emergir o sentimento de pertencimento.

O poder do anonimato, da escolha do personagem para cada cenário, a jogada escolhida, tornam-se mais lógicos para conquistar o terreno, ou a missão cobiçada.

Assim, passamos a substituir a realidade pela simulação, ignorando ou não mais reconhecendo o genuíno personagem de nossas vidas, passando a assumir roteiros para a premiação constante do que se deve em troca dos anseios mais íntimos que se esvaem, e se perdem em meio ao elenco que desenvolvemos com o percorrer do tempo.

Quanto a conquista de espaço para desempenhar bem o papel de lógico e calculista, ou melhor de se aproximar de um desconhecido e torná-lo próximo, podemos nos afastar de nós mesmo, dirimindo e dominando terrenos alheios com o poder de persuasão e convicção, mas aos poucos nos desvencilharmos de nossas próprias terras e identidade em diversos níveis.

A partir de que momento o anonimato ou os filtros nos transformam em uma incógnita para nós mesmos?

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