dom 3/julho/2022 12:43

Abuso sexual representa 60% dos atendimentos no Conselho Tutelar de Cachoeiro

Abuso sexual representa 60% dos atendimentos no Conselho Tutelar de Cachoeiro
Redação Dia a Dia

Há 49 anos Araceli Cabrera Sánchez Crespo, que tinha oito anos, desapareceu quando voltava da escola e o seu corpo foi encontrado em 18 de maio, com marcas de violência e abuso sexual.

Por causa da sua morte desta forma, a data foi transformada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Tantos anos depois, os casos de abusos contra crianças ainda são frequentes fora e dentro de casa, praticado por estranhos ou por familiares e conhecidos.

No Conselho Tutelar de Cachoeiro, os casos de violência sexual representam 60% dos casos atendidos, informa o coordenador da Regional II, Leandro Vieira.

Questionado se há omissão da família, especialmente das mães, Leandro diz que a omissão é da sociedade como um todo.

“Nem todo abuso é igual. Ele nem sempre ocorre pelo padrastro e pelo pai, nem sempre pelo tio. Os abusadores são várias figuras diferentes”, enfatiza.

O conselheiro entende que a omissão às vezes não vem da mãe, mas de um familiar ou vizinho que sabe e não tem coragem de denunciar. “Quem sabe e permite que essa violação aconteça está cometendo o mesmo crime do abusador”, enfatiza.

Segundo Leandro Vieira, no Conselho Tutelar todos trabalham pela conscientização das pessoas para denunciarem, não importa o contexto.

Existe um caso mais chocante que o outro quando o assunto é o abuso sexual de crianças e adolescentes? O conselheiro responde e é enfático.

“Para mim todos os casos são estarrecedores. Só o que difere de um caso para o outro é o tempo. Tem abusos que ocorrem por muitos anos e o adolescente passa por tudo isso sem falar nada. Mas num determinado momento o fato vem a tona”, frisa.

Se existe um conselho que sempre deixa aos pais e responsáveis pela crianças, é que prestem atenção na criança e saibam onde estão, com quem estão, o que estão fazendo ou jogando na internet.

“Diante de qualquer indício e situação relacionada a abusos contra crianças e adolescentes, não tenham medo, denunciem no disque 100, no Conselho Tutelar e na Polícia Militar. O número de pedófilos que aliciam menores pela internet é muito grande. então a gente apela para que toda a sociedade fique atenta”.

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