Foto: Giovani Pagotto

Casagrande preside Consórcio Brasil Verde, lançado na COP-26 na Escócia

Casagrande preside Consórcio Brasil Verde, lançado na COP-26 na Escócia
Casagrande preside Consórcio Brasil Verde, lançado na COP-26 na Escócia
Redação Dia a Dia

O governador Renato Casagrande foi eleito por unanimidade para presidir o Consórcio Brasil Verde, iniciativa do movimento Governadores pelo Clima, lançado oficialmente na manhã desta quinta-feira (04) na 26° Conferência das Nações Unidas para a Mudança Climática (COP-26), que acontece em Glasgow, na Escócia.

O evento foi organizado pelo Centro Brasil no Clima (CBC) em conjunto com a coalização dos chefes dos Executivos estaduais. Além do capixaba Renato Casagrande  participaram os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Mauro Mendes (Mato Grosso).

Ao todo, 22 entes federados formam o Consórcio Brasil Verde: Alagoas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Casagrande destaca que devido ao afastamento do Governo Federal desse tema ambiental, as instituições buscam outra alternativa e ficaram felizes com a proposta do Espírito Santo.

Renato Casagrande ressalta que foi apresentada uma nova fotografia do Brasil e que os governadores não querem substituir o Governo Federal, mas pela capacidade de investimento, articulação e apoio, podem ter um protagonismo no alcance das metas estabelecidas.

“O Consórcio Brasil Verde está fazendo contatos, construindo caminhos, abrindo possibilidades e criando relações para oferecer aos Estados essa possibilidade de receber investimentos”, enfatizou Casagrande.

Durante o evento, o governador capixaba também abordou a importância da criação de planos estaduais para a redução das emissões de carbono, reforçando o protagonismo dos Estados para auxiliar o País a atingir as suas metas.

“Temos que elaborar um plano, não dos governos, mas sim da sociedade, para chegar ao ano de 2050 com os caminhos já traçados”, destacou.

 

Emissão de carbono

Para Casagrande, outro passo fundamental é a implementação de um programa de resposta às mudanças climáticas, com a incorporação de obras de adaptação e a adoção de um sistema de monitoramento de desastres naturais, devido à maior frequência de eventos climáticos extremos.

O capixaba acenou também para a necessidade de os Estados terem diretrizes claras quanto ao tema da neutralidade das emissões.

Acompanhado dos demais governadores presentes à COP-26, Casagrande se reuniu com o emissário americano Jonathan Pershing, que representa o enviado especial dos Estados Unidos para questões climáticas, John Kerry.

Na pauta do encontro, o financiamento de projetos por parte de países e entidades aos projetos ambientais propostos pelo Consórcio Brasil Verde. Foi a sequência da agenda com Kerry, que se reuniu, de forma virtual, com a coalizão de governadores no final do mês de julho.

Casagrande diz que os governadores sugeriram a criação de um grupo de trabalho, que terá como articulador o R20, grupo criado pelo ator e ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, e que foi falado sobre a importância de países ricos e entidades investirem no Brasil para que as metas sejam alcançadas.

“Contudo, nosso grande problema no Brasil é aprovar financiamentos externos que, em alguns casos, chegam a durar até quatro anos para serem aprovados. Por meio de doações, os recursos podem ser repassados de forma direta, superando assim a burocracia”, ponderou o governador capixaba.

Casagrande reforçou que o Governo do Estado vem realizando investimentos estruturantes em todo o Espírito Santo, que tem um nível bom de investimento em adaptações, assim como em programas de recuperação florestal, como o Reflorestar.

Ressaltou ainda que parte dos recursos dos royalties de petróleo são utilizados para financiar o pagamento por serviços ambientais.

“Estamos desenvolvendo ainda o Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem, com recursos provenientes de financiamento junto ao Banco Mundial”, acrescentou.

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