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Foto: Alessandro de Paula

Conheça a vida de clausura das freiras que vivem no mosteiro de Cachoeiro

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Alessandro Araujo de Paula

O dia ainda nem amanheceu direito e um grupo de irmãs separadas do mundo cá fora já inicia suas atividades que envolvem muita oração e dedicação à igreja e a Deus. São as freiras do Carmelo São José, um mosteiro situado no interior de Cachoeiro de Itapemirim.

As monjas vivem uma vida de clausura desde que receberam o hábito, que simboliza a veste de Nossa Senhora. Fizeram uma escolha, lá atrás. Optaram por deixar os prazeres da carne, se despediram da família, amigos, algumas delas até de namorados e se entregaram a Cristo.

Foto: Alessandro de Paula

As freiras acordam cedo, às 4h50. Em 20 minutos, as irmãs já estão na capela para a primeira oração. Depois saem e cada uma faz sua oração individual em silêncio, antes da santa missa, que começa às 7 horas.

Após mais um período de oração, as freiras tomam seu café e, a partir daí, cada uma segue para sua atividade, como cozinhar, fazer a limpeza, confeccionar velas, enfeites, restaurar imagens e atender às pessoas.

O som do sino marca o horário das orações e das principais atividades. Chama a atenção o silêncio do local. As irmãs normalmente conversam pouco. Estão em constante meditação. Até na hora das refeições, as freiras ficam quietas enquanto uma delas faz uma leitura.

Foto: Alessandro de Paula

É uma vida de contemplação, como costumam dizer. As freiras só vão dormir após a última oração, às 21 horas.

Atualmente são 11 freiras, algumas delas vieram de bem longe, do Maranhão, Piauí e do Ceará, a cerca de 2 mil quilômetros de distância.

O Carmelo São José está situado na localidade de Salgadinho, distrito de Soturno. A entrada no mosteiro é restrita às religiosas. Mas o público tem acesso ao santuário e à lojinha, onde são vendidos produtos religiosos e velas produzidas pelas irmãs.

 

Mãos talentosas confeccionam velas e restauram imagens

Nem só de orações e de leituras bíblicas vivem as freiras do Carmelo São José. Elas desenvolvem várias atividades, como afazeres domésticos e ainda trabalham para ajudar a custear as despesas do mosteiro, como na confecção de velas e restauração das imagens.

Foto: Alessandro de Paula

A produção das velas é um momento especial para as irmãs, que aproveitam a ocasião para conversar, enquanto trabalham. A parafina é derretida, colocada em formas e, depois, as irmãs fazem o acabamento e arte final.

As mãos talentosas das religiosas também cuidam das imagens desgastadas, que chegam ao mosteiro vindas das igrejas. A irmã Ludila de São João da Cruz mostra que até peças quebradas são restauradas. Elas também pintam e fazem o acabamento final.

Em 2010, por exemplo, as irmãs carmelitas mostraram todo talento musical, lançando o CD “Gotas de Contemplação”, com 10 músicas religiosas. As suaves canções cantadas pelas monjas vieram do repertório popular ou foram cedidas por compositores.

Os produtos ficam expostos na recepção do Carmelo, onde são comercializados pelas freiras.

 

Tecnologia ajuda a matar saudades da família

Mesmo em reclusão, as irmãs carmelitas fazem uso da tecnologia, como celular e notebook, da internet e das redes sociais para contatar familiares e divulgar programações e os trabalhos feitos no Carmelo São José.

Foto: Alessandro de Paula

Mas elas não usam a tecnologia indiscriminadamente, ressaltou a madre Maria Salete. O mosteiro possui um telefone fixo e um celular, que é compartilhado pelas 11 monjas, porém sempre sob a coordenação da madre, que também regulamenta o uso do WhatsApp.

“A família pode nos visitar, mas como muitas de nós viemos de longe, a visita é mais difícil. Daí a necessidade dos meios de comunicação. É uma forma de fazer contato com os familiares. A tecnologia facilitou muito”, explicou a irmã Maria José, que veio do Piauí.

As irmãs compartilham um notebook, de onde acessam as mensagens de e-mail. Elas usam também o Facebook, mas somente para divulgar as programações do Carmelo, que recebe o público para as celebrações. Nenhuma tem perfil pessoal.

 

Música e piqueniques nas horas de folga

A vida de reclusão no mosteiro também reserva momentos de alegria e descontração, principalmente aos finais de semana, quando as freiras assistem filmes, cantam, andam de bicicleta e fazem piquenique.

As irmãs gostam muito de se reunir para assistir filmes, sempre com histórias religiosas, principalmente depois que elas ganharam um aparelho de data-show.

Foto: Alessandro de Paula

Mas é fora das quatro paredes que elas curtem mais os momentos de lazer. O mosteiro possui um belo jardim, todo cercado, onde as irmãs se reúnem para descontração. Acompanhadas do violão e de equipamentos de percussão, elas soltam suas vozes.

Até o almoço fica mais descontraído aos finais de semana. Elas ficam liberadas para conversar enquanto se alimentam, bem diferente dos dias normais em que permanecem em meditação nas refeições.

Mesmo durante a semana, há momentos de descontração, principalmente, depois do horário do almoço, quando se reúnem para ajudar na confecção das velas, que são vendidas e ajudam no sustento do Carmelo.

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