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Pastora sonha em criar casa para acolher mulheres vítimas de violência doméstica

redacao
Redação Dia a Dia

Maria Madalena Lopes da Silva é pastora e desenvolve um trabalho nas igrejas que aborda a questão da violência doméstica através de rodas de conversas, palestras e workshops.

O trabalho é desenvolvido por ela com o apoio da psicóloga Rosilaine Moreira, também  frequentadora da Igreja Assembleia de Deus Resgate, que fica no bairro Coramara, em Cachoeiro, pastoreada por Madalena e pelo marido Nilton Ferreira da Silva. O trabalho de ambas é conscientizar as mulheres do valor de cada uma, buscando a melhoria da autoestima.

A pastora enfatiza que a ação pela não violência é feita também com os homens da igreja para que haja famílias reais e verdadeiras, sem máscaras, que tenham paz, alegria, união e amor, em que as crianças estejam seguras, e não famílias de propaganda de margarina.

” Família é projeto de Deus. Então é preciso um trabalho dentro da igreja para que os homens entendam que não se bate ou se maltrata mulheres, crianças e idosos. Eles precisam ter essa consciência. Mulher não é objeto e não nasceu para apanhar. Eles precisam entender que não podem bagunçar o emocional dela”, frisa.

Madalena insiste num ponto: “Escreve aí. Não estou mandando ninguém largar os maridos, mas uma família não pode se sustentar às custas da humilhação e sofrimento das mulheres e das crianças”, enfatiza.

A pastora faz questão de lembrar do valor que Jesus deu às mulheres durante todo o seu ministério, enxergando, ouvindo e dando voz àquelas invisibilizadas que todos desprezavam.

“Jesus valorizou as mulheres. Ele não as discriminou. Então não é aceitável que a igreja faça isso nos dias atuais. A mulher não pode ser maltratada em lugar nenhum, muito menos dentro da igreja”, ressalta.

Segundo a pastora, a violência doméstica é um problema que a incomoda de forma tão intensa que sonha em montar uma casa que acolha tanto as vítimas quanto aos seus filhos.

Tudo porque entende que muitas vezes a mulher se submete às agressões físicas e emocionais por não ter a quem recorrer e nem para onde ir com os filhos.

A religiosa diz que sabe que montar essa casa de apoio é difícil, mas que este desejo é um dos seus motivos de oração. “Se estiver no coração de Deus, a ong que sonho em montar será viabilizada”, acredita.

A Pastora Madalena diz que além do acolhimento da mulher e de seus filhos, ela espera poder qualificá-las através de cursos variados, seja em parceria com órgãos públicos, seja com voluntários de várias especialidades.

Ela destaca que o objetivo é orientá-las ao empreendedorismo e autonomia, para que não precisem ficar na ong por muito tempo e também para que tenham condições de se sustentar e aos filhos, já que é preciso prepará-las para seguirem em frente sem os agressores que as oprimiram.

“É preciso fortalecê-las, prepará-las e deixá-las ir para ter espaço para outras mulheres. Por isso a autonomia financeira é tão importante. Queremos abrir espaço para todas que precisem ser acolhidas para escreverem novas histórias”.

 

Desafios e muita fé

Madalena Lopes diz que sonha de verdade em poder dar esse suporte. “É um projeto e está nas mãos de Deus. Se Ele achar que devo fazer, assim será. Eu creio, Deus vai fazer tudo. Só oro. Deus vai fazer justiça por essas mulheres”.

Segundo ela, entre as parcerias almejadas, dentistas, artesãs, manicures, cabelereiras e outros profissionais que possam dar suporte a essas mulheres que muitas vezes saem apenas com a roupa do corpo e arrastando os filhos pelas mãos, sem pensão e nenhum suporte financeiro.

A Pastora Madalena diz que conscientizar sobre a não violência é o seu ministério, e que percorre todo o Espírito Santo e alguns estados do país abordando o tema. “A violência está em todo lugar e é preciso falar sobre ela, tocar nessa ferida”.

Do seu ponto de vista, a mulher é a coluna da família, e se ela for maltratada, a coluna enfraquece e a casa cai.
“A base é Jesus. Jesus é o fundamento de todo o prédio. Então precisamos cuidar dessa estrutura tão importante para a sociedade”.

A pastora é incisiva quanto ao fato de haver agressores de mulheres dentro das igrejas: “a minha convenção é muito firme em relação a isso. Se tiver homem que bate em mulher vamos denunciar e chamar a polícia. E dar suporte à família. Sempre. A violência doméstica não pode ser tolerada sob nenhum argumento”, conclui.

Segundo Madalena, a partir do trabalho que abraçou, as mulheres são orientadas a acreditarem nelas e terem a autoestima fortalecida.

“Os homens violentos têm um poder de persuasão que as leva a se sentirem culpadas pelos erros que eles cometem. É contra isso que trabalhamos em nossas palestras. Não podemos aceitar que em pleno Século XXI a igreja adote um cristianismo que exclua e maltrate as mulheres”, concluiu.

 

 

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